Acabo de ver um jogador do Criciúma fazer um gol de bicicleta e em seguida comemorar mandando um MOINHO DE VENTO, tudo isso num jogo da Série B do Campeonato Brasileiro 2017, perto das onze da noite de uma sexta-feira.
Author: André Czarnobai
whitest
Fora minha face, corpo e intimidades da cueca, a parte mais branca do meu ser é a minha hipocondria. Hoje pensei nisso e deu um pouco de raiva. Uns seis, oito segundos, mais ou menos. Depois passou. Os sintomas da semana são: a) um fincão na virilha que é um desdobramento desse mesmo fincão na área externa da coxa que já me fez realizar inclusive tomografia – que exame brutal para as costas uma tomografia de uma hora: os primeiros 50 minutos são absolutamente tranquilos; os 10 finais, martírio semi insuportável – sem nenhuma indicação de lesão. Parece muscular, porém também parece frescura mental. Sei lá; b) leve incômodo na área do rim esquerdo, ou ponta da costela, um troço meio plenitude que, todavia, só é perceptível ao contato com superfície com descarga de peso, de apoio nas costas em cadeira a sofazinho da descompressão no final do dia. São coisas que vem e vão há anos que, quando investigados, nunca revelam absolutamente nada. Também não pioram e costumam desaparecer da mesma forma que aparecem: espontaneamente. Frequentemente me questiono se não seriam apenas sintomas da minha cabeça, o que até faria algum sentido posto que tenho a tendência a somatizar desde criança, mas em seguida eu também me questiono: somatizar exatamente o quê? Bem, suponho que aos 7 anos de idade eu tivesse ainda menos pontos de atrito existencial na vida para convertê-los em sintomas físicos. Hm. Parece ser mais uma questão de reprogramação da cuca que remediação do corpo, de facto. Que coisa.
a dream #6
Ando tendo um sonho recorrente bem estranho, há meses – talvez até mesmo um ano.
Como já dito anteriormente, costumo sonhar que a casa onde moro não corresponde exatamente à casa em que de fato vivo quando não estou sonhando. Porém este sonho recorrente se dá sempre da mesma forma: estou em algum aposento da minha casa onírica, sei que estou sozinho, ouço barulhos em alguma outra peça, vou conferir e encontro pessoas lá. Não são bandidos, nem qualquer tipo de pessoa ameaçadora: pelo contrário. Em geral são mulheres de meia idade, ou ainda mais velhas, eventualmente uma criança ou pré-adolescente. Pergunto o que estão fazendo ali, sempre me respondem com evasivas. Peço para que me entreguem as chaves da casa, ninguém nunca tem. Peço para que saiam, ninguém quer sair.
Pensando melhor, agora, enquanto escrevo, percebo que talvez não tenha tido esse sonho muitas vezes. Talvez apenas no sonho em si tenha tido a sensação de que aquela situação se repetia – mas talvez não seja verdade. De todo modo, ela parecia bastante familiar.
Eu não conhecia as pessoas que estavam na minha sala se recusando a sair, mas a insistência delas em permanecer ali foi me enchendo de raiva – um sentimento que não costumo experimentar com muita frequência. Aliás, ataques de raiva, ou a mera sensação de ira são, pra mim, tão raros, que não consigo lembrar qual foi a última vez que tive um destes rompantes.
A campainha tocava, eu ia atender e eram dois skatistas – uma menina e um cara, ambos brancos de dread, com mochilas e trazendo alguma coisa nas mãos que não entendi bem o que era. Perguntei o que eles estavam fazendo ali e eles me disseram que o porteiro disse que eu era um cara tão legal que ele tava deixando todo mundo subir. Com isso, a minha raiva aumentou.
Então, apareceu alguém. Uma amiga recente – nem tão recente assim, levando em conta que faz vários anos que nos frequentamos, nutrindo sentimentos mútuos de carinho e admiração (e, talvez, em alguns momentos, até mesmo desejo e paixão). Neste sonho ela era minha vizinha de andar, e parava na minha porta para saber o que se passava. Só a presença dela já foi mais que suficiente para me acalmar, me deixando num estado mental próximo do gozo. Não sei bem o que falamos, mas tenho a impressão de que nos tocamos. Um abraço, talvez. Um beijo sei que não.
Subitamente, um barulho na sala. Um gurizão de uns quinze anos, ou algo assim, de óculos, suspensórios, o nerd arquetípico, estava agachado arrancando o rodapé de uma parede. Corri até ele e perguntei que raios ele estava fazendo. Ele não disse nada e se deitou de costas no chão. O peguei pelas pernas e bati com força contra a parede, demonstrando eu mesmo uma força e violência descomunais. O ameacei, dizendo que se ele não me respondesse o que estava fazendo naquele exato momento, teria que dar essa reposta só quando acordasse no hospital. Ele seguiu em silêncio. Novamente o peguei pelos pés, o suspendi no ar, peguei um impulso cavalar e o acertei com toda força contra a parede. Ele caiu no chão desacordado. Uma poça de sangue se formou embaixo de sua cabeça.
Na sala, as duas tiazinhas que haviam invadido minha casa seguiam se justificando por estar ali – uma para a outra, sem parar, do mesmo jeito que faziam desde o começo do sonho. Minha amiga/vizinha ocupava a cozinha, lavando alguma coisa na pia, com um sorriso lindo no rosto, falando sobre qualquer outra coisa da forma doce como ela sempre fala comigo.
Eu fui tomado por sentimentos ruins. O primeiro deles: matei um cara. Em seguida: eu só queria poder voltar no tempo e não ter batido com tanta força. Isso não sou eu, não precisava ter feito aquilo. Depois: serei preso, serei morto, algo terrível acontecerá. E pra terminar: será que consigo sumir com esse corpo? Dar um jeito de fazer parecer com que isso jamais tivesse acontecido?
E então: acordei.
Me sentindo muito, muito mal. Levei uns dez ou quinze segundos para entender que eu não havia feito nada daquilo, para só então começar o dia em paz comigo mesmo. Que negócio extremo, o inconsciente. Talvez o subconsciente. Um deles. Os dois. Não sei.
a dream #5
O dessa noite (na verdade, provavelmente começo da manhã) foi um pouco mais curto, mas, creio, pleno de chaves ocultas de significado. Basicamente eu andava pelos corredores de uma escola e encontrava muitos amigos que só fui fazer na vida adulta, todos entrando em uma sala de aula. Fiquei um pouco em dúvida se eu deveria ou não entrar naquela sala, então saí e me encontrei com uma professora que tentava desentupir o ralo de uma pia. Era linda essa professora, e sua presença me fazia sentir muito bem. Mostrei a ela a minha técnica para desentupir ralos, que consiste em colocar toda a mão sobre o buraco e forçar a criação de um vácuo, em manobra similar à de um desentupidor de borracha daqueles clássicos de privada. Funcionou. A pia ficava numa área externa coberta, um grande galpão com paredes de tijolo à vista, cercado por um lindo gramado iluminado por um forte sol. Ela me perguntou porque eu não estava na aula, e eu disse que não tinha muita certeza de que deveria estar ali, afinal de contas, eu era, na verdade, um homem de quase 40 anos, e não um menino de 15. Ela, que aparentava estar no final dos seus 20, me disse que entendia, posto que ela já estava no que se referiu como “maior idade.” Depois disso vivi algumas cenas naquele gramado com um cão enorme que me mordia através de um pano de forma amistosa e brincalhona. Havia outras duas pessoas comigo, mas não lembro quem eram.
health report
Curiosamente, há algumas semanas o tinnitus está incrivelmente baixo, quase imperceptível, e os espasminhos esquisitos na panturrilha também parecem ter cessado. Posso atribuir a redução de sintomas panturrílhicos à adoção de hábitos bastante simples, como passar menos horas por dia sentado ininterruptamente e o uso de meias até a metade da canela (somado à queda na temperatura), mas não sei explicar a regressão no tinnitus – especialmente levando em conta que passei a última semana gripado, com as vias aéreas fortemente congestionadas, o que, teoricamente, deveria agravar ainda mais este sintoma desgraçado. De todo modo: que bom.
a dream #4
Provavelmente empolgado com o excelente momento do Grêmio, que dura muito mais tempo do que estou acostumado, essa noite tive um sonho levemente temático, que começava num bar, durante um jogo do tricolor da Azenha. Por algum motivo, o Renato Portaluppi de agora estava em campo, fardado, pronto para bater uma falta. Ele a cobrou com perfeição, desviando da barreira e enganando o goleiro, mas a bola explodiu no travessão e se perdeu pela linha de fundo. Alguns instantes depois, num desses saltos de tempo milagrosos que são próprios do reino onírico, lá foi novamente Renateiras com seu topete grisalho cobrar nova falta. Dessa vez a cobrança não foi tão perfeita, a bola se enroscou na barreira e acabou sobrando na área. Tinha muita gente lá, dos dois times (não faço ideia de quem eram nossos adversários), e foi aquele tradicional salameio: chute na canela, jogador caindo pedindo pênalti e falta de ataque, um monte de gente errando em bola, até que o próprio Renato conseguiu arrematar para o gol.
(…)
Não deu tempo de comemorar. Quando vi já estava na sala da casa do mítico Eduardo Bueno, o Peninha, conversando com sua filha enquanto ele gravava alguma coisa para a TV a poucos metros de distância. Não conheço a Lízia pessoalmente. Fiquei sabendo que ela existia alguns anos atrás, quando apareceu num daqueles programas que o Peninha fazia no SporTV durante a Copa. Achei gatinha, escrevi alguma coisa no Twitter pedindo que ela aparecesse mais em tom de semi troça, em algum momento nos adicionamos mutuamente. Trocamos meia dúzia de palavras pelas redes ao longo desses anos, mas nunca nos vimos. Neste sonho, conversávamos sobre uma revista que ela folheava, mas não lembro o tema. Lembro de termos aproximado demais as cabeças um do outro duas ou três vezes e, ao constatar a intimidade desproporcional, imediatamente nos afastarmos. Todavia em algum momento paramos de estranhar a proximidade e, quando eu vi, estávamos lendo a revista com os rostos colados, falando cada vez mais arrastado, até que torcemos o pescoço e nos demos um beijo quente, docinho e molhado.
(…)
O Peninha ficou putaço. Ele eu conheço. Uma vez, quando eu trabalhava no ClicRBS, estava comprando um sanduíche na loja de conveniência do EcoPosto, que fica na frente do prédio da Zero Hora ali na Ipiranga, e ele apareceu com um grupo de amigos e me apresentou pra eles como “símbolo da evolução do Brasil”, posto que, graças à internet, agora já tínhamos até NERDS entre nós. Isso devia ser 2001 ou 2002. Neste sonho ele estava transfigurado pelo ódio enquanto me desancava, curiosamente na escada de pedra que leva para a casa dos meus pais na Medianeira, eu na posição mais alta, o que talvez tenha algum significado oculto. Eu me defendia dizendo que aquilo tinha sido um lapso, um acidente. Não era como se eu fosse namorar a filha dele. Ela não era exatamente o meu tipo e, muito mais importante: eu não era o tipo dela. Lembro dele se acalmando magicamente ao escutar a frase “ela não dá a menor pelota pra mim” e, em seguida, acrescentando “é verdade.”
(…)
Olhei pelas grades do portão. Lízia estava dentro de um carro cinza chumbo. Estava saindo para uma festa com seus amigos. Havia outros dois ou três carros, todos cinza chumbo, e todos estavam cheios de gente fazendo muita algazarra e barulho. Contrariando o grupo, ela vinha bem quieta, sentada no banco traseiro, ao lado da janela, lançando um olhar enigmático e formando um discreto sorriso nos lábios ardendo de vermelho de batom. Quando desviei o olhar para presenciar a reação do Peninha, ele usava um Rayban esverdeado igualzinho ao que Flavito usou um dia.
verdades, mentiras
Em 1993, quando Zetti, então goleiro do São Paulo e da Seleção Brasileira, foi suspenso do futebol acusado de ter usado cocaína na Bolívia, meu pai, o visionário e saudoso Flavito, fez um pronunciamento profético incrivelmente preciso: “É um crime o que estão fazendo com esse cara. Quer ver que daqui a pouco descobrem que não era nada disso? Quando publicarem a errata, ninguém vai ler e a reputação dele já vai ter sido destruída.”
Nesse caso específico talvez ele não tenha sido tão feliz, posto que foi amplamente noticiado que, de fato, a substância presente na urina do atleta era proveniente do chá de coca muito consumido para mitigar os efeitos da altitude no organismo. Mas, para vários e vários outros casos (talvez todos), Flavito acertou em cheio.
Um bom exemplo recente: o caso do gurizão que supostamente foi pego roubando uma bicicleta e teve a frase “Sou ladrão e vacilão” tatuada na testa. Mesmo que ele tivesse roubado a bicicleta já seria inaceitável o que esses malucos fizeram, mas agora começam a surgir informações que sugerem que talvez a história não tenha sido exatamente assim (ou seja, talvez ele não tenha roubado a bicicleta). E mesmo com essas novas informações, que deveriam servir, no mínimo, para que os linchadores – digitais e reais – se questionassem por um segundo, ainda há multidões apoiando a atitude do tatuador e protestando contra sua prisão pela prática de tortura.
Que tristeza profunda.
A estupidez humana, como bem apontou Einstein, é um bagulho que não tem fim.
pull up
Não voto desde 2002 e, mesmo naquela ocasião, votei bastante receoso após ter visto o Lula subindo no palanque abraçado a vários inimigos clássicos. Mesmo reconhecendo que os seus dois governos tenham, de fato, promovido avanços louváveis em diversas áreas, nunca mais consegui assinar embaixo de nenhum projeto político. Nunca me desceu bem esse papo de que as alianças eram “pela governabilidade”, e tudo ficou ainda mais terrível a partir do episódio do Mensalão e todos os demais escândalos que foram piorando em grau exponencial desde então, chegando a esse estado de caos absoluto, em que nada faz mais o menor sentido desde, pelo menos, outubro de 2014.
Vários amigos me repreendem ferozmente quando encho a boca pra dizer que não voto. Acham que estou abrindo mão de algum direito sagrado conquistado com muita luta, pensam que estou me alienando de processos que me afetam independentemente da minha participação. Respeito a opinião de todos, mas ainda não consegui encontrar um bom argumento a favor de exercer minha cidadania desta forma – pelo menos não do jeito que o sistema é estruturado. Atualmente, eleger uma pessoa é basicamente passar um cheque em branco, uma procuração total. Não há nenhuma contrapartida. Tu me pede o voto, eu te dou o meu voto, tu te elege e fim: tu não precisa fazer mais nada. É como se alguém me contratasse pra traduzir um livro, me desse um prazo, no final desse prazo eu não entregasse nada, ou só uns dois ou três capítulos e, mesmo assim, eu não apenas não perdesse o meu trabalho como ainda ganhasse o dinheiro combinado no início – e com chances de, num futuro próximo, ser comissionado para uma nova tradução.
Semana passada descobri uma ferramenta que a Folha de São Paulo criou para monitorar as promessas de campanha de João Dória, disparado o pior prefeito de São Paulo de todos os tempos – e ele mal tem seis meses de mandato. O jornal contou 118 promessas das quais, até agora, João Trabalhador honrou apenas DUAS – o aumento da velocidade nas marginais (que aumentou grotescamente o número de acidentes, inclusive com mortes) e a liberação para tráfego de veículos num trecho de uma via anteriormente fechado (e que ele só reabriu porque leva da sua casa até a sede da prefeitura).
Buenas.
Meu ponto é: não existe absolutamente nada que obrigue nosso gestor (ou qualquer outro ocupante de cargo eletivo, diga-se de passagem) a cumprir as 118 promessas de sua campanha. Há casos abundantes de deputados que estão no quinto ou sexto mandato e que, nesses vinte ou trinta anos no congresso, jamais aprovaram um projeto relevante sequer. O mesmo certamente se aplica a senadores, prefeitos, vereadores, governadores e afins.
Daí eu penso o seguinte: é pra isso que serve meu voto? É por isso que ele é tão importante?
Minha posição nesses últimos anos tem sido: só volto a participar da festa da democracia no dia em que o sistema obrigar o queridão que se propõe a ocupar um cargo público a protocolar um número mínimo de promessas que terá um prazo determinado para cumprir. O não cumprimento das promessas dentro dos prazos levaria, naturalmente, à perda do cargo. Aí a coisa começa a ficar mais equilibrada. Tu vota no cara com a garantia de que ele vai se esforçar para fazer o que prometeu e, se não fizer, vai ter que desocupar a moita para que algum outro faça.
Todavia, ninguém parece perceber isso.
No meio de toda essa grita por DIRETAS JÁ que anda rolando, as pessoas estão muito preocupadas em votar novamente nos mesmos caras, que vão seguir (quase) as mesmas regras, nos contando (quase) as mesmas mentiras (a mais pesada de todas, e que quase ninguém questiona: o seu voto é importante). Ninguém fala em mudar as regras, em mudar o sistema, a estrutura. Loucura, já disse alguém, é fazer sempre a mesma coisa esperando resultados diferentes. Do modo que eu vejo a realidade, tem muita gente muito louca por aí.
Sei muito bem que nem o meu voto nem a minha opinião (1 entre milhões) importa. Nem pra mim e nem pra ninguém. Então prefiro continuar viajando nos dias de pleito e justificando ausência enquanto conheço algum colégio obscuro num bairro remoto qualquer, ou simplesmente me dirigindo à minha zona eleitoral original pra meter um nulo ou branco malandro pra me eximir da sensação de gado feliz entrando no corredorzinho pra levar marretaço na cuca.
Infelizmente vai seguir assim, até o dia em que alguém entrar numas de criar regras para que as pessoas que mais deveriam trabalhar neste (e em qualquer outro) país efetivamente trabalhem.
minimicroreviewing
DEAR WHITE PEOPLE: Inteligente, divertida, com boas sacadas narrativas, personagens carismáticos e debates interessantes (especialmente quando as personagens negras se irritam quando um personagem branco usa a famigerada N-WORD ao cantar uma música, sem se dirigir a ninguém em específico, gerando uma grande confusão). GOSTEI MÉDIO.
MOONLIGHT: Lindo e sensível ao mesmo tempo que é meio xarope e vazio. Tem ótimos momentos, mas também tem falhas muito gritantes. Talvez eu tenha chegado com uma expectativa muito inflada, mas fato é que me decepcionei um pouco com o conjunto. NÃO GOSTEI MUITO.
NINFOMANÍACA I & II: Vários problemas terríveis de verossimilhança, alguns maneirismos esquisitos, porém, na média, filmaço. Achei que ia achar uma bosta, de modo que foi ainda melhor chegar ao fim considerando decente (apesar do final ter cagado um pouco no meu coração). GOSTEI BEM.
JOGOS DA DUPLA GRENAL ESTE ANO: Primeira vez em mais de vinte anos que um time do Grêmio não me deixa nem com vergonha nem com raiva, o que é um grande feito. Mal dá pra acreditar. Ao mesmo tempo, sendo gremista há quase 40 anos, sei muito bem que sempre é melhor desconfiar. Quanto ao Colorado, rapaz, que coisa medonha. Outro dia tiveram que dar QUATRO pênaltis pros caras não empatarem com o Náutico (que ainda não tinha feito gols na competição) em casa. GOSTANDO DEMAIS.
gripes
Que eu me lembre, segunda gripe do ano, aqui. Talvez seja a terceira, mas não tenho certeza. Sempre é ruim, né? Mas dessa vez foi pior. A impressão que eu tenho é que as minhas gripes do passado eram menos intensas, mas, ao mesmo tempo, mais prolongadas. Era aquele clássico: começou a tossir, espirrar e fungar o nariz, daqui a uma semana vai passar. Essas últimas se instauram de maneira mais brutal e se resolvem em menos tempo. Não que esteja totalmente resolvida, diga-se. Ainda estou ruim. Sentindo o corpo quente, a cabeça meio aérea, tossindo muco. Mesmo assim, a impressão que tenho é que amanhã acordarei totalmente normal. A coisa toda começou há dois dias e, no primeiro, foi bem feia. Nunca tinha ficado tão congestionado. Tive dificuldades reais para respirar, mesmo pela boca. Foi bem dramático. Gastei duas caixas de lenço e tive uma noite de sono catastrófica, de talvez uns 15 minutos por hora, no máximo. O segundo dia foi das dores: de cabeça, de garganta, pelo corpo. Gastei um rolo de papel higiênico. Hoje, o terceiro dia, é o mais tranquilo de todos. Estou me sentindo bem o suficiente pra ler e escrever, por exemplo, coisas que na terça eram muito difíceis e, ontem, quase impossíveis. O pior de tudo é que a frente fria que teoricamente jogará as mínimas bem abaixo dos 10 graus aqui em São Paulo deve chegar hoje, nas próximas horas, de modo que amarguei esses dias de febre e prostração com sol e 27 graus lá fora. Só espero não sofrer uma recaída.