maromba lateral

Hoje faz dois meses que aderi à prática de executar uma série de dez apoios (também chamados de flexões de braço) e outra de dez abdominais para cada hora trabalhando sentado. Os resultados permanecem extremos: minha produtividade segue em alta e a musculatura do meu torso, ombros e braços continua o seu processo de tonificação.

Procuro fazer os apoios sempre da mesma forma: lentamente, chegando o mais perto possível do chão, sem tomar impulso pra subir nem soltar o corpo pra descer, prestando o máximo de atenção possível na postura e no movimento. Os abdominais são sempre feitos com as pernas levantadas a 90 graus, mas eu vario a flexão do core. Às vezes meto uns oblíquos, às vezes estico as pernas intercaladamente (bicicleta), às vezes faço uns curtinhos pra arregaçar. Depende do dia.

Tenho trabalhado entre 5 e 6 horas por dia, o que se converte em 50 a 60 repetições de apoios e abdominais diários de segunda a sexta. Nos fins de semana eu costumo relaxar e, a menos que esteja trabalhando sentado, vou fazer no máximo umas três séries, geralmente só de apoio – mas ainda assim vou fazer.

Recentemente as rotinas de exercício entraram também na programação dos meus madrugames, tragos e longas sessões televisivas, mas aí as regras são bem mais frouxas. Hoje, por exemplo, meti uma prancha de mão de um minuto, zero apoios e zero abdominais. Todavia mais cedo teve: uma hora de pilates de solo potencialmente catastrófico para o amador, de modo que: tá valendo.

VEREDITO: RECOMENDO

rapidinhas da madruga

Outro dia criei uma senha fácil de lembrar, porém difícil de escrever, posto que é uma frase comprida cujas palavras são compostas de letras posicionadas de formas esquisitas, obrigando o vivente a demonstrar uma certa destreza digital na hora de completar o formulário. Agora: que merda se o cara se bobeia por um décimo de segundo e erra uma letra na digitância: tem que apagar tudo e começar de novo.

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Pior vida atualmente: a desse maluco que era pra ser o apresentador do Troca de Passes, no SporTV, mas deu o azar​ de terem colocado o Roger no programa com ele – que aí não tem muito jeito, Roger é muita manha, lábia e carisma, ele rouba a cena 100% das vezes, come o cara com farinha, e quando botam na bancada junto com ele o Ricardo Rocha chega a ser covardia, dá pra ouvir os ossinhos do cara estalando enquanto os dois boleiros mastigam.

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Tive um sonho meio confuso e claustrofóbico de uma festa – como são todos os meus sonhos que se passam em ou contém uma festa – e aí no semifinal (o ato penúltimo) rolava uma bad, as luzes se acendiam e eu perdia meu celular, aquela sensação de merda de quando tu acaba de constatar que perdeu uma coisa, especialmente quando é uma coisa que tava contigo até um segundo atrás, que tu cuida bastante, enfim, que merda, só que aí um segundo antes de acordar eu encontrava o celular debaixo de uma mesa de madeira escura, tinha uma toalha em cima, e portanto quando acordei eu tinha um sentimento de satisfação ou completude me inundando a cuca, diferente da frustração com a qual eu costumo acordar quando me acontece o contrário e eu não consigo encontrar uma pessoa, um lugar, uma coisa que se perde de mim no meio do sonho. Mas ruim mesmo é quando tu acorda sem lembrar do teu sonho e passa o dia inteiro com esse sentimento xarope no fundo, sem saber nem poder contra-atacar. Aí it’s a fuck.

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Fui num vascular essa semana ver se estava mesmo desenvolvendo varizes e não é que as veias resolveram diminuir grotescamente de calibre bem no dia da consulta? A favor do acaso vamos levar em conta que fez frio pra caralho (9 graus com sensação térmica que arranhou o 1), os vasos se contraíram e, quem sabe, andei exagerando.

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Também tem mais uma coisa: no fim das contas funcionou pra caralho aquele lance de meter 10 apoio e 10 abdominais pra cada hora trabalhada. Aconteceu uma coisa maravilhosa: o fato de estabelecer uma janela de tempo determinada de trabalho entre uma sessão de exercício e outra aumentou MUITO o meu foco, fazendo com que minha produtividade simplesmente TRIPLICASSE. Na verdade, em termos de volume ela continua exatamente igual, mas reduzi de 15 para 6 horas diárias meus turnos de trabalho – o que é um resultado bastante significativo tanto em termos mentais quanto físicos: como fico menos tempo sentado, exerço menos pressão nas pernocas do Dideira e posso avaliar com mais segurança se as veias inchadas e a sensação de peso nas pernas foram algo transitório ou uma condição crônica incurável (embora perfeitamente tratável). A ver.

mens sana in corpore sano

Como muitos devem ter percebido, após um começo de ano promissor, a empreitada de intensificação do Projeto Zé Roberto deu uma certa estacionada nos últimos tempos. Embora siga no pilates duas vezes por semana (que hoje, por sinal, faltarei por motivos de trabalho atrasado), abandonei de forma inclemente o meu próprio programa de Bombardeio, Castigo e Surra do Core e não busquei nenhuma alternativa à capoeira como exercício aeróbico complementar.

Como presente, desenvolvi o que provavelmente são o princípio de um quadro de varizes (veias que pulsam e se dilatam na panturrilha e nas canelas acompanhadas por uma sensação de peso e cansaço) e, mais recentemente, um incômodo na metade das costas que deve ser algum músculo distendido. Preciso ver essas coisas aí.

Enquanto isso, ainda tenho duas semanas de trabalho muito intenso para cumprir meus prazos na tradução da biografia do Leonardo da Vinci escrita pelo Walter Isaacson. Serão mais de 50 páginas por semana, o que se traduzem em muitas e muitas horas de bunda gastas numa cadeira.

Para compensar a violência que impingirei à minha carcaça, desenvolvi o seguinte plano emergencial para os próximos 15 dias que, caso se mostre viável, pode ser adaptado para um uso mais prolongado.

Para cada hora de trabalho sentado, uma série de 10 flexões de braço + 10 abdominais com as pernas suspensas a 90 graus + alongamentos. Levando em conta que tenho trabalhado uma média de 12 a 15 horas por dia, tendo a ficar bombado. Posso aumentar ou diminuir os valores de acordo com a performance, mas é importante sempre intercalar cada hora de trabalho com alguns minutos de exercício.

A ver se tem algum efeito.

Como hoje vou furar o pilates, fiz breve teste agora e achei bem churros esta novidade. Dez minutos depois, meu corpo está quentinho e satisfeito, se pá vai até me ajudar na concentração.

De todo modo, começando: amanhã.

projeto Zé Roberto: updates

Não faz cinco dias eu fiz 38 anos. A idade de Homer Simpson. Folgo em saber que estou muito melhor que ele em absolutamente todos os aspectos – físico, mental, espiritual e, principalmente: pelo simples fato de que eu existo de fato num mundo, possuo livre arbítrio (ou alguma ilusão dele), algum dia irei morrer e desaparecer da memória universal.

Todavia ainda estou pior do que Zé Roberto quando tinha a minha idade. Grande parte disso é explicado da maneira mais simples e cômoda (embora precisa): genética. Mas outra porção importante tem a ver com alimentação e regime de exercício – sobretudo com os longos anos de vantagem que ele tem sobre mim nos dois quesitos.

Em abril fez 3 anos que tenho aplicado pilates no meu corpo. Em setembro faz oito que venho prestando progressivamente mais atenção em tudo que eu como, reduzindo a quantidade de gorduras, açúcares e alimentos industrializados enquanto aumento a ingestão de água, frutas, legumes e verduras. Ainda estou longe do vegetarianismo, e acho que assim me manterei por muito tempo, mas também não vejo nenhum problema em reduzir o consumo de carne na dieta.

As coisas já melhoraram muito. Estou mais em forma aos 38 do que estava aos 28 anos de idade, e isso já é algo que muito poucas pessoas podem dizer. Mesmo assim, ainda há um longo caminho pela frente se desejo alcançar meus objetivos. Meu programa pessoal de exercícios funcionou bem por quase dois meses, mas acabei abandonando por falta de saco generalizada. A capoeira me encantou de cara e deu grande alegria inicial, mas as duas únicas aulas de que participei mastigaram meus pés de tal forma que não foi humanamente possível regressar (só fui andar normalmente duas semanas depois da última aula, por exemplo, por conta das bolhas gigantescas que apareceram e explodiram nos dois pés ao longo do treino). Ainda preciso encontrar a atividade aeróbica ideal para o Dido, aquele salto final de qualidade que me levará ao tão sonhado objetivo: chegar aos 40 anos com o SHAPE RASGADO.

Tem dois anos pra tentar.

Espero conseguir.

boletim/diário

Tinnitus deu uma boa recolhida faz uns dois ou três dias, sem explicações muito claras. Incômodo, peso, espasmos e dores na panturrilha seguem perceptíveis, de forma intermitente. Possíveis consertos: para o tinnitus, sono mais regulado, após duas semanas dormindo às quatro e acordando às sete; para as panturrilhas: atividade física mais constante, períodos mais curtos sentado ininterruptamente.

Essa semana devo fazer exames de sangue e urina como parte integrante do meu check-up de 38 anos, que completo no próximo sábado. Infelizmente ainda estou pior que Zé Roberto aos seus 38 anos, mas ainda tenho dois para chegar ao meu objetivo real, posto que o Projeto Zé Roberto está mirado nos meus quarentinhas. Mesmo assim, ECG não indicou anomalias, meu IMC está abaixo de 22, minha pressão permanece em 12/8 desde que me conheço por gente, e uma eco-doppler do coração revelou que as principais veias de acesso ao órgão estão limpinhas (o que sempre é uma vitória levando em conta minha hipercolesterolemia familiar).

Prossigamos.

Fatiamento do core

Findo o primeiro mês do Programa Kidids de Surra, Bombardeio e Falecimento do Core, declaro o resultado do processo: perfeição.

Não furei nenhum dia*, embora tenha feito pequena mudança de rumos: em vez de fazer duas sessões de exercícios a partir da segunda semana (o que fiz somente na segunda semana, aliás), resolvi ir aumentando gradualmente o número de repetições em cada série até atingir o dobro do original.

Comecei no sábado (aka ontem) a seguinte série:

– 2 x 20 abdominais retos com pernas dobradas a 90º

– 50 seg prancha de cotovelo

– 2 x 20 abdominal oblíquo alternado com pernas dobradas a 90°

– 50 seg prancha com braços esticados fazendo o máximo de flexões de escápula possíveis

– 40 abdominais oblíquos alternados com perna em bicicleta (esticando e dobrando)

– 50 segundos de prancha alternada de braço pra cotovelo (a morte)

Está sendo muito divertido ver o core definir e fortalecer. Ainda não estão muito evidentes os gominhos do Dido, mas em alguns ângulos, com a incidência de luz correta: já dá pra ver.

BIG TINGS A GWAAN.

Prosseguirei.

*UPDATE RELEVANTE: Na verdade, furei um dia, sim, o dia em que arranquei a pele dos meus pés jogando capoeira violenta por uma hora e meia (todavia pelo menos joguei uma hora e meia de capoeira violenta esse dia, então ok).

puta merda

Primeiro dia em 19 que não faço a sequência de manutenção do core by Dids. Motivo: implodi os dois pés na capoeira. Na primeira aula havia aberto um tampão no dedo esquerdo (e quase no direito), o que me deixou andando mal por uns três dias. Hoje me preveni e encapei os dedões com um esparadrapo. Resultado: foram poupados. Todavia o gordinho do pé sofreu em seu lugar. A quantidade de pele arrancada do peito do pé esquerdo seria suficiente para reconstruir integralmente a mão de um bebê de até 3 meses. O direito sofreu um pouco menos, apenas um círculo do tamanho de um polegar. Mesmo assim: ambos doem pra burro e dificultam imensamente a tarefa de andar. A ver se amanhã conseguirei fazer pilates e – mais importante – se na sexta estarei em condições de jogar essa capu.

O mais brutal de tudo é que, segundo dois mestres e um instrutor com quem conversei hoje, o pé do cara SEMPRE ABRE na capoeira. Vai ficar mais difícil de abrir com o tempo, mas sempre que o treino for um pouco mais pesado: vai abrir.

Quem diria que esses pés de moça iam me causar tamanho constrangimento algum dia?

Em compensação, e notas relacionadas, estou bastante satisfeito com este encontro com a capu. Hoje aprendi mais uns golpes, levei um chute nas costelas a título de demonstração, melhorei consideravelmente minha ginga. Se resolver esse lance dos pés, creio que ainda serei bom. A dream. Porém: a ver.

corpore sano

Ainda sentindo os primeiros efeitos da primeira aula de capoeira do Didão. Músculos das pernas e do abdômen vibram suavemente, deixando a pele constantemente morninha. Os dedões de ambos os pés foram mastigados pelo piso, mas, pelo menos, minha ginga tá fina, embora eu ainda precise melhorar muito sua retomada após aplicar um golpe – hoje aprendi três: meia lua pra frente, benção e queixada.

(…)

Segunda semana de série de abdominais e pranchas corre de forma extremamente bem sucedida. Sinto cada vez mais facilidade em executar os exercícios, e os benefícios, tanto fisicos quanto estéticos, já são bastante perceptíveis.

(…)

Com isso pretendo manter rotina extrema de exercícios este ano, em função do meu objetivo de chegar aos 40 com físico pouca coisa pior ou até mesmo similar ao do futebolista Zé Roberto na mesma idade. Foi por isso que batizei essa caminhada sofrida em sua homenagem, aliás. O projeto teve início em 2014, com a introdução do pilates em meu core. Em 2017 finalmente senti firmeza em mim mesmo e considerei que já estava pronto para acelerar o processo.

Por enquanto é pilates terça e quinta, capoeira quarta e sexta e metralhação inclemente do core diariamente (duas vezes por dia aos sábados, domingos e segundas; uma vez nos dias de pilates e capoeira).

A ver se atinjo meus objetivos. A dream of atingi-los. Everybody will benefit.

(Bom nome para academia, por sinal, “Benefit”)

 

mastigação do core

Primeira semana de treino concluída. A princípio, poucos benefícios visíveis. A cada dia fica um pouco menos cansativo terminar o treino, mas ele continua sendo sofrido da mesma forma. Os dois exercícios que mais me abalam são a prancha apoiado no antebraço e os abdominais oblíquos com bicicletinha das pernas – especialmente a partir da 32ª repetição.

Fiz apenas três pequenas mudanças no treino conforme definido no primeiro dia. A partir do terceiro dia parei de me preocupar com velocidade, pois ficou evidente que um movimento mais rápido geralmente implica em tomar impulso para subir o tronco e depois largar as costas no chão para descer. Muito mais eficiente é fazer um movimento lento, de menor amplitude, mas que trabalhe apenas a força do abdome. Também adicionei a famigerada flexão de escápulas à prancha de braços estendidos.

Fora isso, como tenho encurtamento na musculatura das pernas, resolvi fazer 3 x 10 segundos de alongamento de tronco para frente, com as pernas retas, tentando alcançar a ponta dos dedos dos pés. Não tem muito a ver com o core em si, mas já aproveito pra atacar essa outra frente na mesma sessão de exercícios.

Amanhã começa a nova fase, que basicamente consiste de executar a mesma série de exercícios duas vezes ao dia, em lugar de apenas uma.

Seguirei me reportando a este espaço.

epifania física

Um troço que ninguém te fala antes de tu começar a fazer pilates é sobre o quanto é prazeroso aprimorar o controle sobre os movimentos do teu próprio corpo. Pode soar meio besta, mas hoje me peguei achando muito sensacional a sensação de ficar numa perna só e ir flexionando o joelho até quase encostar no chão, depois voltar, lentamente, tudo isso perdendo muito poucas vezes o equilíbrio, sempre recuperando a postura antes de ser necessário apoiar o outro pé no chão. Sempre que me dou conta de que hoje sou capaz de fazer algo que há poucos anos atrás parecia quase uma acrobacia, me arrependo de não ter começado antes a fazer uma atividade física regular que desenvolvesse não apenas força, como também concentração, equilíbrio e flexibilidade. Como melhora demais a vida do cara fazer isso.