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Fora minha face, corpo e intimidades da cueca, a parte mais branca do meu ser é a minha hipocondria. Hoje pensei nisso e deu um pouco de raiva. Uns seis, oito segundos, mais ou menos. Depois passou. Os sintomas da semana são: a) um fincão na virilha que é um desdobramento desse mesmo fincão na área externa da coxa que já me fez realizar inclusive tomografia – que exame brutal para as costas uma tomografia de uma hora: os primeiros 50 minutos são absolutamente tranquilos; os 10 finais, martírio semi insuportável – sem nenhuma indicação de lesão. Parece muscular, porém também parece frescura mental. Sei lá; b) leve incômodo na área do rim esquerdo, ou ponta da costela, um troço meio plenitude que, todavia, só é perceptível ao contato com superfície com descarga de peso, de apoio nas costas em cadeira a sofazinho da descompressão no final do dia. São coisas que vem e vão há anos que, quando investigados, nunca revelam absolutamente nada. Também não pioram e costumam desaparecer da mesma forma que aparecem: espontaneamente. Frequentemente me questiono se não seriam apenas sintomas da minha cabeça, o que até faria algum sentido posto que tenho a tendência a somatizar desde criança, mas em seguida eu também me questiono: somatizar exatamente o quê? Bem, suponho que aos 7 anos de idade eu tivesse ainda menos pontos de atrito existencial na vida para convertê-los em sintomas físicos. Hm. Parece ser mais uma questão de reprogramação da cuca que remediação do corpo, de facto. Que coisa.