resultados

Fiz ontem os exames de sangue e urina que fazem parte do check up anual que realizo desde 2009, ano em que Flavito teve seu ataque cardíaco e eu fiquei sabendo que sofro de hipercolesterolemia familiar – ou seja, meu corpo produz muito colesterol pra caralho, de modo que os meus níveis só baixam tomando remédio de forma permanente, caminho que não pretendo trilhar tão cedo. Sei que um dia não vai dar mais, mas por enquanto vou adiando o máximo que dá.

Na média, os resultados não mudam e são sempre positivos – exceto pelo colesterol. Não me assusto muito porque dos 5 motivos causadores de infartos e acidentes vasculares cerebrais (descontando-se a variável “idade” aí), este é o único requisito que preencho. De resto, não sou obeso, não sou sedentário, não tenho hipertensão e não sou tabagista. Nível de stress também entra na conta, mas como é um parâmetro subjetivo, de difícil mensuração, considero o meu “baixo” só a título de curiosidade mesmo (não tenho dívidas significativas nem grandes responsabilidades, possuo muitos amigos, durmo bem, trabalho por conta própria, consigo equilibrar descanso e atividade profissional de maneira saudável).

Outra coisa que me tranquiliza nesse contexto é um exame chamado eco doppler, que serve para analisar o funcionamento e a estrutura das artérias, apontando possíveis defeitos e entupimentos. Fiz três vezes esse exame, sendo uma delas nas carótidas e outras duas no tique-taque em pessoa: o coração do Dido. Todas trouxeram o mesmo resultado: funcionamento normal, espessura normal, fluxo normal. Não tem placa de gordura depositada nessas veias e nem no meu coração. Pelo menos não AINDA.

Peguei o resultado dos exames na internet essa manhã. Que maravilha é isso, né? Até uns 10 anos atrás, talvez menos, o cara ia lá, coletava o sangue, aí uma semana depois, num horário xis, o cara tinha que voltar lá no laboratório pra buscar os resultados, e ainda sempre com aquele leve temor de que, por algum motivo, eles não estivessem lá (às vezes acontecia). Hoje em dia tu tira o sangue ao meio-dia e às cinco da tarde o hemograma já está pronto. Estudo do colesterol e outras coisas demoram um pouco mais, todavia entrei às nove e meia da manhã do dia seguinte no site do Lavoisier e já tava o exame completinho lá. Que alegria.

Entre os resultados dignos de nota do check up 2017 está uma expressiva redução no meu colesterol total, de 358 para 314 (12%) – sendo que o não HDL despencou de 306 pra 262 (14%).O HDL, por sua vez, se mantém estável, na casa dos 52, e o VLDL (que eu não sei muito bem o que é) também anda na base dos 18. Discreto recuo dos triglicérides, de 95 pra 89 (6%).

Digo que estes resultados são “expressivos” por um motivo muito importante: não fiz nenhum esforço específico para chegar neles. Não fiz dieta, não aumentei minha carga de exercícios, não tomei remédios. Simplesmente segui comendo de forma equilibrada sem grandes exageros (salada na maior parte dos almoços, sanduíches na maior parte das jantas, uma pizza, um burger, uma batata frita eventual a cada semana ou duas, muita água, frutas), continuei me esticando e fortalecendo duas vezes por semana no pilates (três anos completos em abril) e permaneci existindo, de maneira geral.

Enfim, que sucesso saber que rolou este recuo.

Tem que manter isso, viu? (note que digo com ênfase no viu)

Em notas relacionadas, o xarope é que as panturrilhas seguem incomodando. Será que as longas horas de sentagem ao compiuter finalmente cobraram um preço na forma da maldição popular conhecida como VARIZES deste que vos fala? Veremos. Tomara que não. Pelo que eu li parece que meio que não tem conserto. A ver.