MasterChef Brasil: A quarta temporada mal começou, então qualquer avaliação feita agora certamente seria extremamente precipitada, mas, mesmo assim, vou dar o seguintes pitacos baseado no que presenciei no primeiro episódio: a) me pareceu que os jurados agora tem mais falas escritas previamente em vez de declarações espontâneas, o que pode ter sido apenas uma impressão, mas se acabar se confirmando representará enorme tristeza; b) a bateria de testes preliminares que basicamente serve pra rir duns caipiras esse ano não foi tão rica em coiós quanto nas edições anteriores, exceto pelo coitado do gaúcho que foi lá todo pilchado dançando chula ser humilhado assando frango com maracujá e abacaxi com canela em rede nacional. Classificação: ASSISTIREI DO MESMO JEITO.
Pesadelo na Cozinha: É a versão nacional do Kitchen Nightmares, aquele programa em que o Gordon Ramsey vai nuns restaurantes fracassados, fala que o lugar é feio, a comida é uma merda, o dono é burro, depois torra uma grana preta do patrocinador pra resolver todos os problemas e (geralmente) termina numa cena redentora com adulto chorando e instrumental florido bombando no allegro. No Brasil quem pilota o circo é Eric Jacquin, com resultados evidentemente excelentes. Não dá pra negar que o gordão é carismático, o formato é muito redondinho e as personagens escolhidas (no episódio que vi, ao menos) compensam demais o investimento. Forneceu bom drama e excelente comédia – única coisa que eu achei sacanagem foi que pagaram um publicitário lá pra batizar o restaurante do cara de ZIO, embora a pronúncia fosse TIO (nenhum sentido), e ainda enfiaram coelho no menu, sendo que o próprio chef (e dono) havia dito que os clientes reclamavam de CEBOLA no RISOTO. Classificação: ENTRETENIMENTO ENLATADÍSSIMO EMBORA EXCELENTE.
UFC Fight Night 106: Já faz um tempo que não acompanho UFC com o mesmo afinco de 5 ou 6 anos atrás, mas sempre que tem alguma luta potencialmente interessante no card (uma época eram as do Johnny Hendricks, uma época eram as do Zé Aldo; mais recentemente Werdum e Amanda Nunes) eu ainda gasto uma retina no coliseu contemporâneo. Essa edição realizada em Fortaleza e transmitida pela Globo foi das melhores em muitos anos. Logo no começo já teve um maluco chamado TRATOR, um baixinho atarracado muito extremo que caiu pra dentro do adversário (um carecão 30cm mais alto que ele) gritando e socando muito forte sem parar o tempo todo por mais de um minuto. Mais tarde, boa luta de Edson Barboza, o cara com os movimentos mais bonitos do UFC. O maluco luta desde os 9 anos de idade, de modo que tiro MUITO o chapéu pra quem conseguir derrubar (não foi o caso essa noite). Em seguida, Shogun em grande forma performando a tradicional briga de urso e, pra encerrar com chave de ouro, o nocaute (sempre merecido) de Victor Belfort, que deveria ter se aposentado depois daquele tiro de meta que o já claudicante Anderson Silva cobrou na cara dele em 2011. Classificação: SANGUE E PORRADA NA MADRUGADA (VÊ QUEM CURTE).
Big Brother Brasil 2017: Periga ser a melhor edição do reality show depois das estreladas por Diego Alemão e Marcelo Dourado (the second coming), posto que esse ano abandonaram definitivamente os chamados “futuros ex-BBBs” (gostosas, bombados e exibicionistas capazes de tudo pela fama) em prol das “pessoas comuns” (todo o resto). Outra característica que tornou o casting desse ano particularmente atraente para mim é o fato de que mais da metade dos participantes está situado na minha faixa etária (37+), ficando a maior parte do tempo, como bons macacos velhos que são, apenas apaziguando, relativizando, confabulando, botando os jovens para brigar entre si e administrando o prejuízo só na elegância e na malandragem. Salvo engano, todavia, quem deve faturar o milhão e meio este ano é Emilly, gaúcha de 20 anos de idade do sub-tipo “pinscher”, bonitinha e infantil, porém braba e tinhosa, capaz de manipular tudo e todos com seus trejeitos ardilosos. Classificação: SÓ NÃO ASSISTI O BBB DAQUELE RAFINHA EMO PORQUE FOI UMA MERDA, OS OUTROS TODOS ADOREI.