rapidinhas da madruga

Outro dia criei uma senha fácil de lembrar, porém difícil de escrever, posto que é uma frase comprida cujas palavras são compostas de letras posicionadas de formas esquisitas, obrigando o vivente a demonstrar uma certa destreza digital na hora de completar o formulário. Agora: que merda se o cara se bobeia por um décimo de segundo e erra uma letra na digitância: tem que apagar tudo e começar de novo.

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Pior vida atualmente: a desse maluco que era pra ser o apresentador do Troca de Passes, no SporTV, mas deu o azar​ de terem colocado o Roger no programa com ele – que aí não tem muito jeito, Roger é muita manha, lábia e carisma, ele rouba a cena 100% das vezes, come o cara com farinha, e quando botam na bancada junto com ele o Ricardo Rocha chega a ser covardia, dá pra ouvir os ossinhos do cara estalando enquanto os dois boleiros mastigam.

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Tive um sonho meio confuso e claustrofóbico de uma festa – como são todos os meus sonhos que se passam em ou contém uma festa – e aí no semifinal (o ato penúltimo) rolava uma bad, as luzes se acendiam e eu perdia meu celular, aquela sensação de merda de quando tu acaba de constatar que perdeu uma coisa, especialmente quando é uma coisa que tava contigo até um segundo atrás, que tu cuida bastante, enfim, que merda, só que aí um segundo antes de acordar eu encontrava o celular debaixo de uma mesa de madeira escura, tinha uma toalha em cima, e portanto quando acordei eu tinha um sentimento de satisfação ou completude me inundando a cuca, diferente da frustração com a qual eu costumo acordar quando me acontece o contrário e eu não consigo encontrar uma pessoa, um lugar, uma coisa que se perde de mim no meio do sonho. Mas ruim mesmo é quando tu acorda sem lembrar do teu sonho e passa o dia inteiro com esse sentimento xarope no fundo, sem saber nem poder contra-atacar. Aí it’s a fuck.

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Fui num vascular essa semana ver se estava mesmo desenvolvendo varizes e não é que as veias resolveram diminuir grotescamente de calibre bem no dia da consulta? A favor do acaso vamos levar em conta que fez frio pra caralho (9 graus com sensação térmica que arranhou o 1), os vasos se contraíram e, quem sabe, andei exagerando.

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Também tem mais uma coisa: no fim das contas funcionou pra caralho aquele lance de meter 10 apoio e 10 abdominais pra cada hora trabalhada. Aconteceu uma coisa maravilhosa: o fato de estabelecer uma janela de tempo determinada de trabalho entre uma sessão de exercício e outra aumentou MUITO o meu foco, fazendo com que minha produtividade simplesmente TRIPLICASSE. Na verdade, em termos de volume ela continua exatamente igual, mas reduzi de 15 para 6 horas diárias meus turnos de trabalho – o que é um resultado bastante significativo tanto em termos mentais quanto físicos: como fico menos tempo sentado, exerço menos pressão nas pernocas do Dideira e posso avaliar com mais segurança se as veias inchadas e a sensação de peso nas pernas foram algo transitório ou uma condição crônica incurável (embora perfeitamente tratável). A ver.