Não quero explicar porquê, mas é fato absoluto que nutro grande carinho pela rede social LinkedIn. Não entro quase nunca, não leio quase nada. Não serve pra muita coisa. Devo estar lá há quase uma década e nunca ninguém me chamou pra coisa alguma. Digo, nunca um cabra ofereceu-me um emprego. Nem sequer um trabalho. Algumas pessoas chegaram até a me pedir. Outras, tipo uns protéticos do interior do Paraná, uns vendedores de loja de shopping de celular em Sorocaba e uns assistentes de raio-X de Maceió eu nunca entendi porque me quiseram em sua rede de contatos pra começo de conversa.
Até que o LinkedIn teve um agito uns 5 anos atrás quando meio que jogavam na tua cara sempre que tu entrava no site uns quizzes que tu lá pelas tantas enchia o saco e meio que respondia, que basicamente consistiam em perguntas de resposta rápida (sim ou não) sobre as habilidades específicas de um dos teus companheiros. Tá, beleza, o cara manda bem no marketing digital. É, é, a mina se garante de social media. Arrã, arrã, teu pai capricha no charmoso “blogging”. Vai fundo, é isso aí. Daí como esse massacre era pra todo mundo, quando o cara entrava lá sempre tinha pelo menos umas 20 mensagens (“essa catrefa toda aí disse que tu é o cara do branded”), aí rolava aquele afaguito no ego, tu todo se animava, beleza, e coisa e tal, mas, lá pelas tantas, a mania passou. Daí os cara até mudaram a interface do site, ficou toda mais neutrona e cinzenta, e aí ele voltou a existir de forma muito mais morta no meu horizonte pessoal.
Só que hoje rolou o seguinte: o Faraco me adicionou.
Vi que o Faraco é professor universitário. Achei massa, registrei o aceite e lembrei do seguinte: no dia em que eu o conheci, no hotel Arvoredo Residence, ele tocava um baixo de forma levemente blasé, usando uma blusa de gola rulê, todo meio lânguido, de bigode, enquanto eu entrevistava o Júpiter Maçã no andar de cima (tratava-se de apartamento “duplex”) para um documentário que realizei com uma crew sobre o mítico auditório Araújo Viana.
Em algum momento tomamos um café.
Depois dessa, encontrei pouquíssimas vezes o Faraco ao vivo, mas guardo essa lembrança pitoresca como cartão de visitas mental suficiente para considerá-lo excelente. Tomara que não seja um bandido! Se for vou me arrepender? Só Jah sabe. A ver.