O Large Hadron Collider (LHC) é o maior acelerador de partículas do mundo.
Trata-se de um túnel de 27 km de circunferência, enterrado a 175 m de profundidade, na fronteira entre a França e a Suíça. Foi construído basicamente pra por à prova várias teorias muito extremas da física jogando uma partícula muito pequena em alta velocidade contra outra partícula muito pequena pra que elas colidam e se quebrem em pedaços ainda menores. Uma rapaziada científica da pesada detecta a presença desses pedaços menores e das energias produzidas no impacto e, a partir disso, tira conclusões.
Mais ou menos é isso.
Eu, todavia, sempre me liguei na possibilidade (pelo menos dentro da física teórica forte) de que a fissão de partículas tão pequenas pudesse gerar energias tão sutis que seriam capazes de atravessar não apenas as paredes do túnel como também a crosta terrestre, nossa atmosfera inteira, e se projetar no espaço, infinitamente, afetando de forma profunda toda a estrutura do universo. Ninguém sabe as consequências disso. Talvez sejam inócuas. Talvez sejam capazes de promover algum tipo de ruptura no tecido tempo-espaço capaz de extinguir a existência. Ninguém sabe.
Eu tenho a seguinte teoria: desde que ligaram o LHC, e ele começou a funcionar, no final de 2009, essas microvibes muito profundas estão avacalhando de forma sutil porém intensa o tecido tempo-espaço sem, contudo, destruí-lo. Pelo menos por enquanto. O resultado é aquela imagem da ponte sendo destruída pela ressonância: balançando primeiro de leve, depois mais forte, até que se esfarela completamente.
Isso se traduz no nosso dia-a-dia da seguinte forma: com a ocorrência de saltos aleatórios na realidade. Ao chacoalhar as menores sub-partículas que formam a matéria, os eventos aleatórios vão aumentando de forma exponencial no micro-mundo da matéria. Isso, naturalmente, tem reverberações no nosso mundo e no macro-mundo da matéria, o universo. Tudo sacode. O universo é uno, e vibra junto.
Em outras palavras, nada mais é impossível. Tudo pode acontecer. Prestem atenção. Em muitos níveis, prestem atenção. Tem acontecido cada coisa improvável, vocês não acham? Eu acho. Vocês acham que isso é de graça? Eu não acho.