constância e consistência

Em 2009, quando mantive por cerca de um ano meu último blog, o Bugio, eu já tinha enfrentado obstáculo semelhante ao que enfrento agora, oito anos depois, nessa tentativa de retomar o hábito. Não sei se é porque estou mais velho e, portanto, meço mais minhas palavras; se o excesso de informações e opiniões na internet me dá a impressão constante de que tudo já foi dito e que eu não tenho mais nada a contribuir em nenhuma discussão; ou, mais provavelmente, uma combinação das duas coisas. Fato é que ainda não me animei a divulgar nas redes sociais a minha “volta” à escrita regular basicamente porque ela não tem sido constante nem consistente.

Umas duas semanas antes da minha última postagem pareceu que tinha engrenado. Mesmo com muito trabalho por conta da reta final da tradução de A Brief History of Seven Killings, eu vinha com disposição e ideias e estava postando com alguma regularidade por aqui. Imediatamente após o término do texto, todavia, graças a uma série de visitas aqui em casa combinado a um pequeno FARTÃO em relação às longas horas em cima do computador proporcionadas pela maratona de tradução, acabei deixando de lado esse espaço.

A ideia é retornar.

A parte boa de não ter divulgado nada é ainda não ter uma audiência e, portanto, nenhum tipo de pressão ou responsabilidade – por mais imaginária que seja. Consultando as ferramentas de acesso sei que, mesmo sem divulgação, possuo entre 50 e 80 leitores por dia (já descontando os robôs), mas como aboli a caixa de comentários (e ninguém me escreveu nenhum e-mail até agora), fica uma sensação de que falo com as paredes, o que tem sido muito bom pra destravar e desenferrujar na maciota. Sigamos assim mais um tempo. Vamos ver o que o futuro nos reserva.