panturrilha

O sintoma do ano, pelo menos até aqui, tem sido o seguinte: incômodo na panturrilha. Do meio pro final do dia sinto a batata da perna mais grossa, mais pesada, mais rígida até. Não chega a doer, mas às vezes rola uma série de espasminhos, que eu às vezes estimo serem nervos, às vezes tendões, às vezes veias de variados tamanhos lutando contra compressões ou bloqueios.

Em grande parte pode-se diagnosticar esse quadro sem muito esforço ou mesmo necessidade de exame físico ou visual: eu passo muito tempo sentado. Talvez eu venha passando mais tempo do que o habitual por causa da tradução hercúlea que venho executando nos últimos sete meses. Talvez por causa do calor desse verão eu tenha bebido mais água, e talvez meu organismo esteja com dificuldade de aproveitá-la inteira, causando o acúmulo de líquidos responsável pela sensação.

Não sei.

Sei que estou torcendo pra chegar logo o outono e, junto com ele, temperaturas mais agradáveis, posto que meu escritório é o aposento da casa que mais esquenta (embora o sol bata mais nele durante os meses frios graças à orientação noroeste das janelas). Aí verei se o sintoma persiste, causando preocupação e gerando consulta médica, ou desaparece, me fazendo mergulhar na confortável negação que, não raramente, ajuda a vitimar homens jovens com doenças compridas.

A ver.