Não ter sido selecionado para um comercial de celular para o qual prestei teste semana passada me levou à seguinte reflexão: não sou bonito o suficiente para me encaixar na categoria “galãzinho ruivo”, mas também não sou esquisito o bastante para cair no subgênero “ruivo bizarro”, o que diminui substancialmente minhas chances de ser, de fato, selecionado para prostituir minha imagem em favor da venda de produtos e/ou serviços algum dia (muito embora até uns dez anos atrás, bem antes dessa onda da cota tácita para ruivos na publicidade brasileira, eu até que tenha participado de um número considerável de propaganditas por aí).