O dessa noite (na verdade, provavelmente começo da manhã) foi um pouco mais curto, mas, creio, pleno de chaves ocultas de significado. Basicamente eu andava pelos corredores de uma escola e encontrava muitos amigos que só fui fazer na vida adulta, todos entrando em uma sala de aula. Fiquei um pouco em dúvida se eu deveria ou não entrar naquela sala, então saí e me encontrei com uma professora que tentava desentupir o ralo de uma pia. Era linda essa professora, e sua presença me fazia sentir muito bem. Mostrei a ela a minha técnica para desentupir ralos, que consiste em colocar toda a mão sobre o buraco e forçar a criação de um vácuo, em manobra similar à de um desentupidor de borracha daqueles clássicos de privada. Funcionou. A pia ficava numa área externa coberta, um grande galpão com paredes de tijolo à vista, cercado por um lindo gramado iluminado por um forte sol. Ela me perguntou porque eu não estava na aula, e eu disse que não tinha muita certeza de que deveria estar ali, afinal de contas, eu era, na verdade, um homem de quase 40 anos, e não um menino de 15. Ela, que aparentava estar no final dos seus 20, me disse que entendia, posto que ela já estava no que se referiu como “maior idade.” Depois disso vivi algumas cenas naquele gramado com um cão enorme que me mordia através de um pano de forma amistosa e brincalhona. Havia outras duas pessoas comigo, mas não lembro quem eram.