Com o notável atraso que, no mundo dos games, me é familiar, estou jogando e admirando deveras Sleeping Dogs.
Apesar de ser mais um dos duzentos covers de GTA que surgiram nos últimos anos, Sleeping Dogs tem o seu temperinho exótico fervendo e cheirando neste caldo de modo surpreendente.
Pra começar, você é um policial infiltrado numa tríade em Hong Kong, o que já dá uma chacoalhada só por situar a ação numa paisagem diferente. Para avançar a história, você precisa completar missões que fazem o jogo evoluir tanto pelo lado dos hôme quanto pelo lado dos maloqueiro, de modo que é um tal de dedurar capanga e esquema de droga misturado com meter a faca em comerciante que não quer pagar taxa de proteção o tempo todo.
Uma coisa que eu não sabia sobre Hong Kong: armas de fogo são raras por lá. Sendo assim, a maior parte das brigas se dá na base da porrada mesmo. Pelo menos nesse começo (estou na altura dos 15%). O sistema de combate é bem parecido com o desses últimos jogos do Batman da série Arkham Asylum, cheio de botãozinho pra apertar numa hora certa pra aplicar um contra-ataque devastador no coitado que tenta te atraiçoar covardemente.
Outro bagulho muito impressionantes são os gráficos: fluidos, coloridos e cristalinos. Até parece PS4. Também é massa que trata-se de jogo com o chamado “bonecão”, ou seja: os personagem são todos grandões, ocupando muito espaço na tela. Mesmo as cut-scenes, que costumo pular freneticamente (“aperta o x, aperta o x, aperta o x”), tenho assistido com intenso deleite.
Também vale mencionar a excelente opção por fazer um jogo mais ARCADE que SIMULATION, o que se traduz em carros mais fáceis de se controlar nas curvas e uma maior dificuldade de morrer nos combates. Em outras palavras: o jogo prioriza a diversão.
Pra finalizar, muito engenhosos os minigames, envolvendo desparafusar dutos de ventilação e hackear câmeras de vigilância.
Em suma: mistura pretíssima de GTA e Infamous, com pitadas de Arkham Asylum e Warriors.
Veredito: quanto riso! Ó, quanta alegria! Mais de mil palhaços no salão, todos no coração do Dido.