abril 09 - inglesas

Reza o Caon que:
“Apesar de o Cardoso ter chamado direto no Sly & the Family Stone e outras pérolas do cancioneiro soul e Black pra animar a noite, a trilha sonora pra esse encontro devia ter sido God Save the Queen, de preferência na versão do Motorhead. Sim, finalmente paramos de tomar belgas pra experimentarmos umas inglesas cheias de detalhezinhos interessantes.
A primeira coisa a ser notada nessa reunião é a primeira e ilustre presença de um convidado, o pai do Natão, que compartilhou conosco algumas das piadinhas mais bagaceiras e esdrúxulas do universo. Além, é claro, de todos os nossos inigualáveis termos pra lá de técnicos, como carameloso, xixi de schnhauser (como se escreve isso, meu deus?), entre outras *pérgolas do cancioneiro*.
A segunda coisa a dizer é que sim, as inglesas são muito mais gostosas do que a Susan Boyle ou a Camilla Parker-BOWELS permitiriam imaginar. Boas doses de maltes adocicados, sabores complexos, cervejas muito assertivas e com personalidade. Fora que os caras literalmente jogam montanhas de lúpulo de amargor e aromáticos na receita, como era de se esperar nas cervejas do lugar onde surgiu o dry hopping. E dry hopping, como todos sabem, é a técnica mais legal do universo, ok? Ok!
Claro, gostaria de registrar que, a meu ver, poderíamos ter cafunfado um pouquinho mais nessas belezinhas bretãs. Faltaram, por exemplo, a Fullers Extra Special Bitter, a Fullers Honey Dew, e a Strong Suffolk Vintage Ale. Mas tudo bem, a galera está ficando responsável e tentando evitar o caos da bebedeira absoluta. Depois do nosso último encontro, eu entendo.”
Natão completa, dizendo que:
“Esta noite tudo correu bem, o máximo que tivemos de imprevisto foram alguns pequenos ajustes de ultima hora na logística das caronas, ou seja, não tivemos nada como “amanhecer dos mortos” ou destruição de propriedade privada para manchar a boa experiência da noite. A escolha do tema Inglesas pelo anfitrião da noite (Caon) nos surpreendeu pela mudança de paradigma e por ter sido uma escolha acertada. Pela primeira vez iniciamos a noite com uma janta, onde o nosso Mestre Cervejeiro mostrou os seus dotes culinários com um excelente risoto de camarão, e ficamos tão satisfeitos com o resultado que incluímos a janta inicial como prática permanente dos encontros. Consolidamos uso da água, tanto para limpar o paladar como para limpar o copo e, de quebra, já garantimos um dia seguinte sem traumas. Por ultimo, mas não menos importante, abrimos os portões da confraria para convidados externos. Será um convidado por encontro, sendo que a honra de participar do primeiro encontro aberto da Ninkasi caiu sobre o Senhor Daniel Strack (aka Doutor ou Mestre) que coincidentemente, ou não, é o meu pai. Aproveitem as resenhas.”
Pra finalizar, só digo que infelizmente EXTRAVIOU-SE o PAPIRO no qual registrei todas as minhas impressões mais imediatistas ao longo desta BRITÂNICA madrugada, de modo que serei obrigado a APELAR para minha (nada confiável) memória aliada aos registros fotográficos e dissertativos dos CONFRADES para elaborar meus argumentos.
Vamos ver no que vai dar.

Degustadas:
- A. K. Damm (4,8% - 330ml - R$ 13)
- Old Speckled Hen (5,2% - 330ml - R$ 15,10)
- Harviestoun Bitter & Twisted (4,2% - 500ml - R$ 21,65)
- Falke Bier Estrada Real IPA (7,5% - 600ml - R$ 12,70)
- Greene King IPA (3,6% - 500ml - R$ 23)
- Harviestoun Old Engine Oil (6% - 330ml - R$ 17,50)
- Fullers London Porter (5,4% - 500ml - R$ 23)
Convidada de honra:
- Boon Oude Geuze Mariage Parfait (8% - 375ml - R$ 33,50)
Rodada de Fogo:
- Saidera Lata (350ml - R$ 3,10)