falke bier estrada real ipa

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Falke Bier Estrada Real IPA
Origem: Minas Gerais/Brasil
Graduação Alcoólica: 7,5%
Apresentação: Garrafa de 600ml
Preço: R$ 12,70
CAON: Apelidada pelos confrades de FASOLO MINEIRO, por causa da cor de couro, a Estrada Real foi nossa primeira IPA da sequencia e, há de se dizer, um belo exemplar do estilo. India Pale Ale é um estilo inglês que surgiu na época colonial, quando os navegadores britânicos tinham que levar até a India barris e mais barris de cerveja para atender a sede de seus cidadãos. A quantidade de lúpulo extra colocada na cerveja ajudava na conservação e na estabilidade do produto, que viajava meses em condições não muito favoráveis. A Estrada Real é a interpretação do estilo feita pela Falke Bier. É uma ótima cerveja, bem carregada no lúpulo, e com um corpo bom – ela começa doce na boca - mas que não chega a equilibrar o amargor. Pra mim isso é ótimo, gosto bastante das cervejas mais amargas. Ela também possui um certo frutado que eu arriscaria dizer ser o sotaque brasileiro dela, mas para alguns puristas ela está “fora de estilo”. Deixem de tobeirice. Isso aqui não é vinho pra vocês ficarem nessa cheirarrolhismo, ok? Bela ceva, custo benefício muito bom, 3,5 tampinhas de 5.
NATÃO: A principal característica desta cerveja inglesa é o fato dela ser brasileira. A Estrada Real é uma cerveja mineira que segue uma receita inglesa, a relação entre a estrada e o estilo de cerveja é descrito no site do fabricante da seguinte maneira: “A Estrada Real e a Falke Bier resgatam esta receita, oferecendo uma autêntica English IPA, que certamente seria a cerveja que acompanharia os viajantes da Estrada Real no séc. XVIII.”. Explicando, as cervejas inglesas eram carregadas de lúpulo para durar mais, naquele tempo cruzar a estrada real era muito demorado, se fôssemos levar uma ceva nessa viagem teria que ser uma do estilo inglês. Sim, forçaram um pouco, enfim… A apresentação desta cerveja é boa, garrafa de 600ml gordinha e um rótulo bem trabalhado (mas que cheguei a conclusão de que não gostei :-P). No copo não há dúvidas, a sua cor marron entre o couro e o chocolate é muito bonita. O aroma é muito bom e destaca bem o lúpulo da receita. Na boca essa cerveja é pura alegria, bem encorpada e um pouco menos amarga que as cervejas anteriores, começa levemente doce e depois fica seca. Em resumo a experiência foi muito boa e definitivamente temos uma boa representante nacional para este estilo inglês carregado de lúpulo. 3,5 tampinhas de 5.
CARDOSO: Apesar de ser impossível superar a primeira frase do comentário do Natão (que pra mim resume totalmente a questão), lançarei meus dois centavos sobre o assunto à mesa dizendo que essa MULTATINHA me conquistou. Beleza: o inglês é a língua universal, a contribuição cultural da principal ex-colônia britânica no último século é TREMENDO, mas no fim das contas, bom mesmo acaba sendo mulher gostosa - e não tem mulher mais gostosa que a brasileira. No campo das cervejas, vemos que isso também se confirma - e cada vez mais. Baita cerveja essa Estrada Real. Primeira da noite que realmente fez o coração REBOLAR. E digo mais: certamente me conquistou por conta da pirotecnia NASAL que promove, detalhe que o Caon inclusive já apontou ali em cima como um possível fator DESABONADOR do ponto de vista ESTILÍSTICO - mas francamente, quem se importa? Eu gosto mesmo da minha cerveja mais escura, fedorenta e encorpada. A Estrada Real é as três coisas, e ainda por cima ENTREGA (odeio essa tradução tosca de “deliver” que tá se popularizando nos meios mais GERÚNDICOS, mas mesmo assim vou empregá-la aqui a título de PROTESTO) o fator LOSNA comum às inglesas no amargor de essência Olina que precipita no fundão da língua no final do gole. Enfim: gostei do MAGENTA escuro no copo, da FLORICULTURA no respiro e das ESPECIARIAS pinicando todos os cantos da boca. Pra mim, o show vale 4 tampinhas de 5.





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