{"id":544,"date":"2017-08-17T16:39:17","date_gmt":"2017-08-17T19:39:17","guid":{"rendered":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/?p=544"},"modified":"2017-08-17T16:39:17","modified_gmt":"2017-08-17T19:39:17","slug":"japan-house","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/2017\/08\/17\/japan-house\/","title":{"rendered":"japan house"},"content":{"rendered":"<p>Confesso a seguinte ignor\u00e2ncia aos amigos: n\u00e3o tenho a mais remota ideia do que seja a tal <em>Japan House<\/em> que abriu na Avenida Paulista h\u00e1 quest\u00e3o de alguns meses. Para manter a veracidade deste sentimento fumegando firme neste post, me omiti de visitar o site da institui\u00e7\u00e3o atr\u00e1s de maiores informa\u00e7\u00f5es. Tudo que eu sabia at\u00e9 ent\u00e3o vinha dos depoimentos de amigos afirmando ser um lugar incr\u00edvel, bel\u00edssimo e interessante. Nesta quinta-feira chuvosa e fria, aproveitando a presen\u00e7a de amigos do peito hospedados em meu lar, fomos conhecer o lugar e confirmar as impress\u00f5es.<\/p>\n<p>Possui, de fato, uma arquitetura e estrutura lindas, t\u00edpicas de museu europeu. Tudo \u00e9 muito branco, cheio de a\u00e7o e madeira. O lugar \u00e9 limp\u00edssimo e silencioso, beirando o sacro. Instala\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e exposi\u00e7\u00f5es delicadas e minimalistas espalhadas pelos andares. Um bom restaurante (assinado pelo Jun Sakamoto), um gift shop com produtos japoneses impressionantes a pre\u00e7os imposs\u00edveis (entre os quais um bra\u00e7o rob\u00f3tico, garrafas de saqu\u00ea de 2 mil reais e um conjunto de algo definido como &#8220;copo muito fino&#8221;, que supostamente causa a impress\u00e3o de se estar segurando o l\u00edquido com as pr\u00f3prias m\u00e3os, embora pra mim eles pare\u00e7am mais grossos do que qualquer copo de cristal alem\u00e3o dispon\u00edvel na cristaleira das v\u00f3s mais tradicionais do sul do pa\u00eds) e um caf\u00e9 honesto, ladeado por uma linda estante repleta de volumes japoneses ou sobre o Jap\u00e3o que podem ser consultados \u00e0 vontade, embora n\u00e3o estejam \u00e0 venda.<\/p>\n<p>Todavia, o que realmente me deixou FLABBERGASTED, como dizem os bret\u00f5es, foi o banheiro.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 mais preciso viajar at\u00e9 o Jap\u00e3o para ter a experi\u00eancia complexa de cagar num daqueles vasos tecnol\u00f3gicos que a gente v\u00ea os artistas se impressionando nos filmes. Este do qual usufru\u00ed oferecia duas op\u00e7\u00f5es de jato de \u00e1gua (frontal e traseiro), com controle de intensidade e frequ\u00eancia (pulso ou constante). J\u00e1 fiquei impressionado de cara com a MIRA do bagulho: me acertou em cheio no cu. Primeira coisa que me veio \u00e0 cabe\u00e7a foi o cl\u00e1ssico do jungle <em>Super sharp shooter, <\/em>do DJ Zinc, que ouvi este fim-de-semana, no b2b do Marky e do Andy, perto das oito da manh\u00e3, ap\u00f3s noite fort\u00edssima envolvendo Dillinja e Bryan Gee.<\/p>\n<p>Dei uma brincada com os controles e obtive imensa alegria anal. Quando julguei que j\u00e1 tinha tido o suficiente, apertei o bot\u00e3o de SECAGEM, o que promoveu uma sensa\u00e7\u00e3o bastante curiosa nas entrefelfas do Did\u00e3o. Parecia que o vaso havia sido tomado por uma por\u00e7\u00e3o gentil de \u00e1gua morna e turbulenta e, por cerca de um segundo, julguei ter feito alguma coisa errada (ou estar sentado desgra\u00e7adamente num vaso com defeito). Ao constatar, todavia, que meu saco n\u00e3o estava molhado, abri um sorriso satisfeito e deixei que o ar quente terminasse seu servi\u00e7o em paz.<\/p>\n<p>Pode at\u00e9 n\u00e3o ter sido a cagada da minha vida &#8211; muito longe disso -, mas que experi\u00eancia cultural forte foi essa. Recomendo a todos que fa\u00e7am o mesmo.<\/p>\n<p>Em tempo: se quiserem antes disso comer no Junji Sakamoto, que fica no mesmo piso, deixo o conselho de n\u00e3o pedirem o sushi. N\u00e3o que seja ruim: pelo contr\u00e1rio. A quest\u00e3o \u00e9 que \u00e9 muito caro pra caralho. S\u00e3o 129 reais por 12 pe\u00e7as (embora tenha rolado um chorinho com 4 uramakis), e apenas 2 estavam realmente excepcionais. As outras pe\u00e7as (de peixes como beijupir\u00e1 e olho de boi) estavam ok, na m\u00e9dia dos bons restaurantes de sushi da cidade.<\/p>\n<p>Bom mesmo s\u00e3o os pratos quentes. N\u00e3o provei o tonkatsu kar\u00ea, mas a merluza estava espetacular (periga ter sido o melhor peixe que j\u00e1 experimentei na vida) e o sukiyaki assoberbante. Embora n\u00e3o sejam exatamente baratos (entre 72-95 reais), compensam muito mais pelo volume e sabor dos alimentos. Se voltar algum dia, certamente optarei por um prato quente.<\/p>\n<p>De todo modo, que boa experi\u00eancia \u00e9 a Japan House. Em visita \u00e0 S\u00e3o Paulo, considere conhec\u00ea-la. Al\u00e9m de tudo \u00e9 gr\u00e1tis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confesso a seguinte ignor\u00e2ncia aos amigos: n\u00e3o tenho a mais remota ideia do que seja a tal Japan House que abriu na Avenida Paulista h\u00e1 quest\u00e3o de alguns meses. Para manter a veracidade deste sentimento fumegando firme neste post, me omiti de visitar o site da institui\u00e7\u00e3o atr\u00e1s de maiores informa\u00e7\u00f5es. 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