{"id":514,"date":"2017-07-12T21:21:00","date_gmt":"2017-07-13T00:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/?p=514"},"modified":"2017-07-12T21:25:52","modified_gmt":"2017-07-13T00:25:52","slug":"carpe-diem","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/2017\/07\/12\/carpe-diem\/","title":{"rendered":"carpe diem"},"content":{"rendered":"<p>Num gesto autom\u00e1tico de quem trabalha em casa, est\u00e1 gripado em casa, est\u00e1 no fim de semana em casa, ou est\u00e1 passando qualquer quatro horinhas direto em casa, fui at\u00e9 a cozinha e abri a porta do meu arm\u00e1rio suspenso. Tinha um pacote de massa integral, um pacote de p\u00e3o integral e uma caixa de Bis Oreo.<\/p>\n<p>Contemplando a escassez fiquei pensando que muitas pessoas observando este cen\u00e1rio poderiam rapidamente concluir que o boneco t\u00e1 mal. &#8220;Bah, coitado do cara, t\u00e1 ca\u00eddo, a crise pegou forte, que merda,&#8221; coisa e tal.<\/p>\n<p>Todavia, n\u00e3o \u00e9 que eu t\u00f4 mal. Pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>A real \u00e9 que morando num bairro coalhado de feiras, supermercados e restaurantes, tenho comido fora com certa frequ\u00eancia e, quando como em casa, tendo a comer coisas compradas no dia (ou h\u00e1 poucos dias).<\/p>\n<p>A campanha, na real, da Petite &#8211; todavia, tamo junto -, de consumir menos alimentos industrializados vem de longa data, de forma gradual e sens\u00edvel. Hoje acabamos indo muito mais \u00e0 feira que ao supermercado, comprando quantidades menores de comida, em geral consumidas no mesmo dia em que s\u00e3o adquiridas. Em outras palavras: n\u00e3o estamos mais fazendo estoque.<\/p>\n<p>Sem radicalismos, tamb\u00e9m: a caixa de Bis Oreo \u00e9 prova cabal disso. Mesmo assim, a real \u00e9 que j\u00e1 faz um tempo que tem menos pacote de bolacha e salgadinho no arm\u00e1rio e mais castanha e fruta na geladeira.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Comemos bastante fora, tamb\u00e9m, em geral num buffet \u00e0 quilo perto aqui de casa que batizamos carinhosamente de GAUCH\u00c3O pois \u00e9 de propriedade de dois ga\u00fachos (um de Erechim e outro de Sarandi) &#8211; por\u00e9m, antes de conhec\u00ea-los e saber disso, o pico j\u00e1 havia conquistado a alcunha por possuir uma churrasqueira, com boas carnes e gente que sabia ass\u00e1-las.<\/p>\n<p>Mesmo assim, hoje comemos menos carne do que no come\u00e7o: vamos mesmo \u00e9 pela salada. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a. \u00c9 sempre fresca, variada e farta, mas, melhor de tudo: est\u00e1 pronta. Convenhamos: a pior parte de alimentar-se de forma saud\u00e1vel \u00e9 a PRODU\u00c7\u00c3O. Tem que escolher a verdura, negociar o pre\u00e7o, lavar, cortar\/preparar, temperar, limpar tudo. No Gauch\u00e3o tu chega com quinze minutos, te serve de pepino, cenoura, beterraba, alface, agri\u00e3o, tomate, berinjela, ab\u00f3bora (se quiser sempre tem fruta tamb\u00e9m), senta, come, paga e segue o dia. Vai fazer isso em casa: uma opera\u00e7\u00e3o de, no m\u00ednimo, duas horas (sendo muito otimista).<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m me ocorreu que o cara escrever um texto dizendo &#8220;n\u00e3o t\u00f4 mal&#8221; \u00e9 uma das formas mais ululantes do cara dizer &#8220;t\u00f4 mal&#8221;, todavia n\u00e3o \u00e9 mesmo o caso, eu t\u00f4 bem, s\u00e9rio, quer dizer, mais ou menos, quem \u00e9 que t\u00e1 100% bem, n\u00e3o \u00e9 mesmo, meus kids? A coisa t\u00e1 meio feia sob todos os aspectos que se encara. Talvez um dos \u00e2ngulos mais confort\u00e1veis de encarar a coisa seja ponderar que: pelo menos n\u00e3o vai durar muito. Logo mais vai acabar. De um jeito ou de outro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num gesto autom\u00e1tico de quem trabalha em casa, est\u00e1 gripado em casa, est\u00e1 no fim de semana em casa, ou est\u00e1 passando qualquer quatro horinhas direto em casa, fui at\u00e9 a cozinha e abri a porta do meu arm\u00e1rio suspenso. 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