{"id":475,"date":"2017-06-13T11:48:49","date_gmt":"2017-06-13T14:48:49","guid":{"rendered":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/?p=475"},"modified":"2017-06-13T11:48:49","modified_gmt":"2017-06-13T14:48:49","slug":"a-dream-4","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/2017\/06\/13\/a-dream-4\/","title":{"rendered":"a dream #4"},"content":{"rendered":"<p>Provavelmente empolgado com o excelente momento do Gr\u00eamio, que dura muito mais tempo do que estou acostumado, essa noite tive um sonho levemente tem\u00e1tico, que come\u00e7ava num bar, durante um jogo do tricolor da Azenha. Por algum motivo, o Renato Portaluppi de agora estava em campo, fardado, pronto para bater uma falta. Ele a cobrou com perfei\u00e7\u00e3o, desviando da barreira e enganando o goleiro, mas a bola explodiu no travess\u00e3o e se perdeu pela linha de fundo. Alguns instantes depois, num desses saltos de tempo milagrosos que s\u00e3o pr\u00f3prios do reino on\u00edrico, l\u00e1 foi novamente Renateiras com seu topete grisalho cobrar nova falta. Dessa vez a cobran\u00e7a n\u00e3o foi t\u00e3o perfeita, a bola se enroscou na barreira e acabou sobrando na \u00e1rea. Tinha muita gente l\u00e1, dos dois times (n\u00e3o fa\u00e7o ideia de quem eram nossos advers\u00e1rios), e foi aquele tradicional salameio: chute na canela, jogador caindo pedindo p\u00eanalti e falta de ataque, um monte de gente errando em bola, at\u00e9 que o pr\u00f3prio Renato conseguiu arrematar para o gol.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>N\u00e3o deu tempo de comemorar. Quando vi j\u00e1 estava na sala da casa do m\u00edtico Eduardo Bueno, o Peninha, conversando com sua filha enquanto ele gravava alguma coisa para a TV a poucos metros de dist\u00e2ncia. N\u00e3o conhe\u00e7o a L\u00edzia pessoalmente. Fiquei sabendo que ela existia alguns anos atr\u00e1s, quando apareceu num daqueles programas que o Peninha fazia no SporTV durante a Copa. Achei gatinha, escrevi alguma coisa no Twitter pedindo que ela aparecesse mais em tom de semi tro\u00e7a, em algum momento nos adicionamos mutuamente. Trocamos meia d\u00fazia de palavras pelas redes ao longo desses anos, mas nunca nos vimos. Neste sonho, convers\u00e1vamos sobre uma revista que ela folheava, mas n\u00e3o lembro o tema. Lembro de termos aproximado demais as cabe\u00e7as um do outro duas ou tr\u00eas vezes e, ao constatar a intimidade desproporcional, imediatamente nos afastarmos. Todavia em algum momento paramos de estranhar a proximidade e, quando eu vi, est\u00e1vamos lendo a revista com os rostos colados, falando cada vez mais arrastado, at\u00e9 que torcemos o pesco\u00e7o e nos demos um beijo quente, docinho e molhado.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>O Peninha ficou puta\u00e7o. Ele eu conhe\u00e7o. Uma vez, quando eu trabalhava no ClicRBS, estava comprando um sandu\u00edche na loja de conveni\u00eancia do EcoPosto, que fica na frente do pr\u00e9dio da Zero Hora ali na Ipiranga, e ele apareceu com um grupo de amigos e me apresentou pra eles como &#8220;s\u00edmbolo da evolu\u00e7\u00e3o do Brasil&#8221;, posto que, gra\u00e7as \u00e0 internet, agora j\u00e1 t\u00ednhamos at\u00e9 NERDS entre n\u00f3s. Isso devia ser 2001 ou 2002. Neste sonho ele estava transfigurado pelo \u00f3dio enquanto me desancava, curiosamente na escada de pedra que leva para a casa dos meus pais na Medianeira, eu na posi\u00e7\u00e3o mais alta, o que talvez tenha algum significado oculto. Eu me defendia dizendo que aquilo tinha sido um lapso, um acidente. N\u00e3o era como se eu fosse namorar a filha dele. Ela n\u00e3o era exatamente o meu tipo e, muito mais importante: eu n\u00e3o era o tipo dela. Lembro dele se acalmando magicamente ao escutar a frase &#8220;ela n\u00e3o d\u00e1 a menor pelota pra mim&#8221; e, em seguida, acrescentando &#8220;\u00e9 verdade.&#8221;<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Olhei pelas grades do port\u00e3o. L\u00edzia estava dentro de um carro cinza chumbo. Estava saindo para uma festa com seus amigos. Havia outros dois ou tr\u00eas carros, todos cinza chumbo, e todos estavam cheios de gente fazendo muita algazarra e barulho. Contrariando o grupo, ela vinha bem quieta, sentada no banco traseiro, ao lado da janela, lan\u00e7ando um olhar enigm\u00e1tico e formando um discreto sorriso nos l\u00e1bios ardendo de vermelho de batom. Quando desviei o olhar para presenciar a rea\u00e7\u00e3o do Peninha, ele usava um Rayban esverdeado igualzinho ao que Flavito usou um dia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Provavelmente empolgado com o excelente momento do Gr\u00eamio, que dura muito mais tempo do que estou acostumado, essa noite tive um sonho levemente tem\u00e1tico, que come\u00e7ava num bar, durante um jogo do tricolor da Azenha. Por algum motivo, o Renato Portaluppi de agora estava em campo, fardado, pronto para bater uma falta. 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