{"id":445,"date":"2017-05-29T11:53:06","date_gmt":"2017-05-29T14:53:06","guid":{"rendered":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/?p=445"},"modified":"2017-05-29T11:54:45","modified_gmt":"2017-05-29T14:54:45","slug":"microreviewing-3","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/2017\/05\/29\/microreviewing-3\/","title":{"rendered":"microreviewing #3"},"content":{"rendered":"<p>Nesta\u00a0edi\u00e7\u00e3o especial, <em>Zerando a Fila do Netflix<\/em>:<\/p>\n<p><strong>First Contact: Lost Tribe of the Amazon<\/strong>:\u00a0Bastante impressionante esse curto document\u00e1rio (49 min) mostrando os primeiros contatos de duas tribos que passaram mil\u00eanios isoladas no meio da floresta amaz\u00f4nica na fronteira do Brasil com a Bol\u00edvia, mas que agora est\u00e3o sendo obrigados a fazer a parceria com o homem branco. Duas coisas que me chocaram demais: como uma popula\u00e7\u00e3o humana que jamais teve contato com outra sorri para mostrar satisfa\u00e7\u00e3o e abana com a m\u00e3o para se despedir de algu\u00e9m. N\u00e3o fazia ideia de que eram gestos universalmente humanos.\u00a0Classifica\u00e7\u00e3o:<strong>\u00a0LEVEMENTE ASSUSTADOR N\u00cdVEL OLHAR PRA FOTO DO COSMOS.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Friday<\/strong>: Lembro de ter visto muito tempo atr\u00e1s e gostado bastante, mas, ao rever v\u00e1rios anos depois, atesto que envelheceu mal. Em tese \u00e9 um <em>stoner movie <\/em>situado em South Central L.A. em 94-95, mas s\u00f3 vale mesmo se o cara for (que nem eu) herbalista e muito f\u00e3 de cultura negra americana, sobretudo a que se desenvolveu no\u00a0universo dos anos 90 (hip hop golden era). Apesar do roteiro meio chutado, ainda vale pelas atua\u00e7\u00f5es de Chris Tucker e John Witherspoon (que todavia est\u00e1 melhor na continua\u00e7\u00e3o &#8211; o filme teve DUAS).\u00a0Classifica\u00e7\u00e3o:<strong>\u00a0IF YOU CAN&#8217;T TAKE THE HEAT GET YOUR ASS OFF THE KITCHEN.<\/strong><\/p>\n<p><strong>XOXO:<\/strong> De tempos em tempos creio ter me deparado com o pior filme de todos os tempos, e essa posi\u00e7\u00e3o fica assegurada por um bom tempo &#8211; at\u00e9 que aparece um desafiante disposto a tomar o trono. Foi exatamente o que aconteceu\u00a0aqui. Tem tanta coisa errada nesse filme que eu n\u00e3o sei nem por onde come\u00e7ar. O roteiro \u00e9 inacreditavelmente ruim, os di\u00e1logos terr\u00edveis, personagens mequetrefes, e ainda por cima tudo acontece numa rave de EDM (em sua nova interpreta\u00e7\u00e3o, sin\u00f4nimo de m\u00fasica sem alma feita por e para\u00a0<em>millenials<\/em>). Mas o pior de tudo \u00e9 que n\u00e3o d\u00e1 pra parar: tudo \u00e9 t\u00e3o absurdamente horroroso que o cara tem que ir at\u00e9 o fim ver onde aquilo vai dar.\u00a0Classifica\u00e7\u00e3o:<strong>\u00a0MELHOR NEM COME\u00c7AR.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Why Sharks Attack:<\/strong> Por mais improv\u00e1vel que pare\u00e7a, bom especial de TV sobre os motivos que est\u00e3o levando tubar\u00f5es a nadarem muito mais pr\u00f3ximo da costa americana nos \u00faltimos anos &#8211; e tamb\u00e9m as diversas t\u00e9cnicas malucas que est\u00e3o empregando para repeli-los, que incluem mecanismos sofisticados que emitem pulsos eletromagn\u00e9ticos e\u00a0cilindros cobertos com tecidos listrados, para imitar a venenos\u00edssima serpente marinha da qual esses majestosos animais se cagam de medo. Classifica\u00e7\u00e3o:<strong>\u00a0BOM ENTRETENIMENTO DESCOMPROMISSADO.<\/strong><\/p>\n<p><strong>The Hunt:<\/strong>\u00a0Inaugura uma nova categoria de conte\u00fado televisivo, a\u00a0&#8220;distra\u00e7\u00e3o de fundo&#8221;. Como a s\u00e9rie compila dezenas de imagens muito impressionantes de animais ca\u00e7ando e fugindo uns aos\/dos outros na natureza em c\u00e2mera lenta, \u00e9 algo que pode apenas ficar passando na sala enquanto se pensa melhor no que assistir, ou se mexe no celular ou se come uma pizza, posto que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ficar o tempo todo concentrado no que est\u00e1 acontecendo. Quando rola um momento mais encarnado tu d\u00e1 uma olhadinha, quando fica s\u00f3 aquelas imagem de gnu pastando e macaco caindo de \u00e1rvore tu vai na geladeira e pega mais uma cerveja. Classifica\u00e7\u00e3o:<strong>\u00a0MAIOR QUE LAREIRA.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Easy:<\/strong> A grande surpresa do fim-de-semana. Que excelentes demais os 5 primeiros cap\u00edtulos desta s\u00e9rie de 8, produzida pelo Netflix. S\u00e3o hist\u00f3rias independentes, com personagens que \u00e0s vezes se conectam a personagens de hist\u00f3rias anteriores (posto que todos moram em Chicago), \u00e0s vezes n\u00e3o, todas tratando de dramas, questionamentos e problemas que atingem a faixa dos trinta e muitos. Falta de grana, escolhas erradas na vida profissional, dificuldades sexuais em relacionamentos longos, vegetarianismo, os limites da arte e da privacidade nos nossos tempos: tudo est\u00e1 l\u00e1, retratado quase sempre de maneira inc\u00f4moda e muito eficiente. Classifica\u00e7\u00e3o:<strong>\u00a0VEJA FELIZ AT\u00c9 O 5, OS TR\u00caS \u00daLTIMOS S\u00c3O UMA MERDA.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta\u00a0edi\u00e7\u00e3o especial, Zerando a Fila do Netflix: First Contact: Lost Tribe of the Amazon:\u00a0Bastante impressionante esse curto document\u00e1rio (49 min) mostrando os primeiros contatos de duas tribos que passaram mil\u00eanios isoladas no meio da floresta amaz\u00f4nica na fronteira do Brasil com a Bol\u00edvia, mas que agora est\u00e3o sendo obrigados a fazer a parceria com o &hellip; <a href=\"http:\/\/qualquer.org\/dids\/2017\/05\/29\/microreviewing-3\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;microreviewing #3&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-445","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-micro-review"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/445","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=445"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/445\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":450,"href":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/445\/revisions\/450"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/qualquer.org\/dids\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}