Sendo assim, em vias de morrer belo, encerro oficialmente as atividades deste blog às 00h00 do dia 25 de setembro de 2005, também conhecido como o Primeiro Domingo da Primavera (pelo menos no meu hemisfério).
Começava sempre com o SILVÍCOLA chegando só com uma TANGA de FOLHA em um aeroporto ou estação de metrô e se perdendo dos SOBRINHOS que iam recebê-lo na chegada - umas crianças JAPONESAS ou CAUCASIANAS - de uma forma bem estúpida.
Microfones de CABEÇA estilo MADONNA, dançarinas de fio-dental e top-less, o GOYCOCHEA. Blá blá blá insuportável, referências muy fracas, pirotecnia BAGACEIRA, sebo, graxa e BACON, enfim, um delírio EGO-MEGALOMANÍACO incrível.
Há tantas cores em São Paulo, tantas formas, espaços, túneis. Há tantas coisas em São Paulo que até há verdes. Um deles bem debaixo da janela de um quarto-futuro-possível - e pressinto que flores muitas devem nascer na primavera.
Se houve ou não alguma influência racista e/ou classicista na resposta do governo, não é mais importante à essa altura. O que importa agora é que existe essa percepção, e ela existindo, é preciso lidar também com essa percepção.
De todo modo, prefiro quando baixa uma essência FUNKY-YANKEE mais do que quando rola aquela BAHIA bem pegada. Ela se sai melhor no emulador gringo, conforme podemos comprovar ouvindo a agradável composição cuja letra transcrevo abajo.
I gave twenty ta Farine n Lurch ta break his legs n kizzy his nads so hard tha sonuvizzles would learn his lesson wit da big Bo$$ Dogg. No fool’n around in mah circus, motherfucka.
Penso tanto que se o pingo agudo do despertador taiwanês os desperta e o murmúrio quente de vinte ou trinta vozes no pátio os impede de pegar no sono, talvez efemérides itinerantes globais, como as tempestades, possam lhes servir o mesmo presente.
Cantam em inglês, japonês, espanhol e alemão - mas tudo na base da EMBROMATION. Nem vou me arriscar a transcrever as letras, até porque não tenho muitas certezas de que, de fato, existam.