Mas o problema é que o reggae aqui no Brasil é muito conservador. Aqui só rola aquele reggae bem MPB, que não sai disso. Fora isso, dificilmente pega mais, não vai nem pro dub. Senão já é visto como parada de maluco.
“Mas e esse cabelo, Serguei?” e eu falei “É cabelo colado com bonder! É um pouco do meu cabelo de verdade, pra fazer volume.” Fica bonito assim. Tipo mega hair. Uma vez a Roberta Close dormiu lá em casa, cada um pra um lado, eu fiquei catando fios de cabelo dela na minha cama, pra colar em mim… que que eu falei mesmo?
A Ultramen por exemplo, que é uma banda que mistura vários ritmos, vários estilos de música, a gente tem vontade de acabar com esses preconceitos. Por que que o cara que gosta de rap não pode gostar de metal? E o cara que gosta de reggae não pode gostar de música gaúcha, por exemplo? Então, uma das funções da bandeira da Ultramen é isso.
Essa frase aí eu ouvi e passei pra minha mulher pra ela ouvir também, porque era muito engraçado, né cara? Tu vê o cara do nordeste dizendo: “O manguebit que se foda”. Essa frase é um marco. Tipo assim: pô, afudê o manguebit. Merece? Tá, merece mas era legal um cara lá do nordeste me dizendo “o manguebit que se foda”.
André Czarnobai . Tosqueira Websites 2006 . Melhor visualizado em
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