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12.04.10

PIXEL SHOW 2010 - PARTE DOIS
kamikase gonzo fashion: 0% de revisão

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Não precisei acordar TÃO cedo no domingo, detalhe que, por si só já me deixou IMENSAMENTE feliz. Mesmo assim confesso que RESMUNGUEI um tanto quando o despertador tocou, pouco depois das 10 da manhã. Durante breve espaço de tempo (bom PARADIGMA) de no máximo 20 minutos, juro que COGITEI despretensiosamente a possibilidade de não COMPARECER à primeira conferência do dia - que, particularmente, eu nem lembrava de quem era. SORTE minha que NÃO o fiz: não eram nem 11h quando adentrei o auditório muito LOTADO perante o qual se apresentava CATARINA GUSHIKEN, oferecendo aquele que, pra mim, seria o MELHOR SOLILÓQUIO do evento, disparado - ou, pelo menos, até aquele momento. A descrição do processo COMPLETO de criação de uma coleção de MODA, das discussões pra elaborar um CONCEITO GERAL até os mais delicados PORMENORES (como o MAKE UP) foi simplesmente FENOMENAL. Two thumbs up for Catarina Gushiken. É assim que se faz.

(…)

Dediquei boa parte dessa manhã à observação dos ESTANDES que COMPUNHAM a constelação completa do Pixel Show, até pra poder FORNECER ao meu leitor um retrato mais ACURADO da situação toda. Pois bem: a situação era a seguinte: além do GOD OF WAR III pra jogar (espaço que hoje foi totalmente OBLITERADO por uma trupe de colegiais rechonchudos), sobrava muito POUCA coisa para se fazer. Esse era, aliás, o CLAMOR popular. Todas as pessoas com quem conversei nesses dias gostaram MUITO do evento, mas sentiram falta de um ALGO mais. Entre as MERCADORIAS de possível aquisição neste Pixel Show estavam roupas, calçados, mochilas e assinaturas de revista. Onde estão os QUADRINHOS? E as ACTION FIGURES? Cadê os WORKSHOPS e as oficinas? Na categoria “atividades para matar tempo”, vale uma menção honrosa ao DUELO DE SORRISOS pela originalidade e ao estande da OGIO por motivos que só aqueles que por lá circularam ENTEDERÃO.

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Uma mudança INESPERADA na ordem das palestras ADIANTOU em muitas horas o CONVERSÊ do colombiano Jorge Restrepo, que ajudou a manter ELEVADÉSIMO o nível dos debates desse segundo dia de Pixel Show. Sua palestra foi ÓTIMA, opinião praticamente UNÂNIME entre os participantes. Parte do sucesso eu credito à igualmente EXCELENTE decisão da organização de DISPENSAR os serviços de um TRADUTOR-INTÉRPRETE, certamente reação à má repercussão do episódio ocorrido um dia antes, com o argentino Pulpo. Mas é uma parte PEQUENA. A verdade é que Restrepo não é apenas dono de uma boa e clara PRONÚNCIA do ESPANHOL, mas sobretudo tem CARISMA. Sabe cativar uma platéia. E tem uma belíssima CONTRAPARTIDA visual para sustentar sua fala. Saturado contra simples e declarações de amor pela TIPOGRAFIA foram pontos altos da conversa.

(…)

Por volta de UMA da tarde decidi voltar A PÉ até meu LAR, com objetivo maior de praticar ALIMENTAÇÃO modalidade ALMOÇO. Enveredei pela Andradas (aka Rua da Praia), deslizando do Museu do Trabalho até o final da Praça da Alfândega. Preciso dizer: rapaz, como as distâncias parecem MAIORES quando as ruas todas estão desertas. Nunca tinha me dado conta de como o movimento de carros e pessoas é ESCASSO ali no meio do DOMINGO. Pudera: eu estava sempre ALMOÇANDO. Quase todo mundo está almoçando do meio-dia às duas de domingo. Quase todo mundo está metendo um CHURRAS. Eu sigo caminhando. No silêncio do Centro, ouço meus passos.

(…)

De volta ao Gasômetro no começo da tarde, sinto mais calor que ontem. Uma boa notícia é que agora se usam daqueles ventiladores que BORRIFAM uma AGÜINHA pra cima da galera no auditório. É exatamente na FRENTE de um deles que me posto. Toda vez que me molho, corro as mãos pela camiseta, conferindo onde é que as gotas foram parar. Não encontro nada: tudo evapora URGENTE, deixando apenas o FRESCOR de manhã MEDITERRÂNEA no ar. Apesar de meus temores, não é MAU o ODOR. Em cima do palco, um TRIO (dois homens, uma mulher) que responde pelo blog ABDUZEEDO faz uma espécie de RAIO X do negócio: histórias pessoais + números atuais = sucesso? Há controvérsias. Muito embora tenha sido uma das atrações mais DESEJADAS desse Pixel Show, a palestra do TRIUNVIRATO dividiu opiniões. Enquanto muitos AMARAM, outros torceram um tanto o NARIZ, achando que a auto-promoção EXTRAPOLOU sensivelmente os limites. Eu, de minha parte, achei tudo bem OK, embora CHATO em alguns momentos.

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Partindo do princípio que os SEGUNDOS serão os PRIMEIROS, é mais do que esperado pensar que os PRIMEIROS serão os SEGUNDOS. Assim sendo, no SEGUNDO dia de Pixel Show, dedico algumas linhas para falar do PRIMEIRO andar da Usina do Gasômetro. Para fins de Pixel Show, o PRIMEIRO andar é um ambiente fundamentalmente focado na INTERAÇÃO. Basicamente há uma enorme PAREDE e por volta de uma DÚZIA e MEIA de telas à total MERCÊ e disposição do público em geral - mais uma VERTENTE dessa poderosa corrente da CUSTOMIZAÇÃO que domina o mundo publicitário em que vivemos. Sobre a PAREDE: foi LINDAMENTE ocupada por TAGS e ilustrações de todos os tipos. Nas telas, intervenções igualmente BELAS de anônimos incríveis ao lado dos traços de gente renomada, como Carol W. Numa discreta sala escura ao fundo, operava com grande procura o GRAFFITI À LASER do Professor Caon - e de todos os entusiastas da Comunicação Digital da Unisinos.

(…)

Depois do almoço de sábado, eu achava mesmo muito pouco provável que a organização conseguisse tirar o Grampá da cama antes do meio-dia. Aparentemente, os DEUSES devem gostar MUITO do nosso protagonista: uma REVIRAVOLTA nos eventos fez com que a sua palestra fosse loucamente REALOCADA, driblando magistralmente o MEIO-DIA inicialmente previsto para acomodar-se no MORNINHO das QUATRO horas da tarde - sabidamente, um dos MELHORES horários do domingo de todos os tempos. Não é à toa que muitas partidas de futebol são disputadas nesse horário. Às quatro e POUCO da tarde, lá foi ele ao palco PATROLAR o universo com seu TROLOLÓ descontraído e bem humorado. Na prática, Grampá fez mais ou menos o mesmo que todos os demais palestrantes: mostrou seu portfólio de forma mais ou menos cronológica, e procurou SALPICAR a narrativa com conselhos, dicas e pequenos INSIGHTS sobre a carreira. A diferença principal, no meu ver, foi a VIBE: Grampá é um cara que sabe RIR de si mesmo. Um cara que não se leva assim tão a sério. Ou talvez um cara que se leva TÃO a sério que nem parece que se leva a sério. Fora isso, a true genious: Rafael Grampá é mesmo um artista SUPERLATIVO.

(…)

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Enquanto os últimos agradecimentos eram feitos em tom SOLENE e APOTEÓTICO pelos participantes e organizadores do evento perante uma platéia que permaneceu COESAMENTE lotada durante TODO o evento, meia DEZENA de bons ilustradores-de-muro de Porto Alegre se acotovelava na área VIP por um segundo final pilotando a caneta laser levada pelo Professor Caon (e pela galera da ComDig da Unisinos) ao Pixel Show. Agora, com o projetor montado em local estratégico, os traços ganhavam, literalmente, contornos MONUMENTAIS, alcançando uns bons SEIS METROS de envergadura. O lendário TRUE foi quem melhor se saiu MELHOR manuseando o instrumento (conforme comprova a imagem). Ao mesmo tempo, do primeiro andar, algum ESPERTO com uma caneta de laser igualmente funcional conseguia a surpreendente façanha de ATROPELAR o velho mestre em tempo REAL - e em caráter de BRINKS. Todo mundo ria. Que bom: no fundo, é PRECISAMENTE esse o objetivo, não é mesmo?

(…)

Encerro minhas impressões sobre o Pixel Show admirando, respeitando e apoiando FORTEMENTE a iniciativa e parabenizando entusiadamente todos os envolvidos. Muito embora haja pequenos REPAROS e RESSALVAS a serem feitos aqui e ali, em geral o nível do evento foi ALTÍSSIMO - sobretudo no que diz respeito à programação de palestras. No tocante aos ESTANDES, entretanto, preciso dizer que deixou um POUCO a desejar. As boas galerias de arte customizada (em tempo real ou não) ocuparam o seu espaço e deram seu recado, mas é preciso se dizer que FALTOU dar um viés um tantinho mais COMERCIAL ao evento. A verdade é: haveria MUITOS compradores para itens como quadrinhos, material de ilustração e objetos de design em geral. Fica a dica para eventos futuros. Também acho OPORTUNO reclamar da baixa oferta de BANHEIROS da Usina do Gasômetro - e também da sua REMOTA localização -, mas vamos ficar por aí. Nada disso chegou sequer perto de MANCHAR a linda ATMOSFERA que se TECEU no ambiente. O que realmente IMPORTA é que o papel MAIS fundamental foi muito bem cumprido pelo evento: o Pixel Show facilitou o CONTATO entre algumas das mentes mais criativas do nosso tempo. Botar essa MASSA CRÍTICA em sintonia é algo PODEROSO, e provocará REPERCUSSÕES que talvez nem se possam ESTIMAR direito agora, no calor do momento, mas que CERTAMENTE ainda vão reverberar por MESES e ANOS, nas mais diversas CAMADAS e NÍVEIS. Longa vida ao Pixel Show! Que venga el próximo.

[Uma cortesia de Keep Cooler]

(10) comentários em “PIXEL SHOW 2010 - PARTE DOIS
kamikase gonzo fashion: 0% de revisão”

  1. Jarrier Modrow:

    Boa descrição, bom texto, mas na verdade fiquei curioso em saber quais controvérsias há no sucesso do blog abduzeedo, cara. Não tenho nada com isso, não conheço, não estava lá, nem quero ser DESAGRADÁVEL, mas falando de números, consta por AFERIÇÕES não-oficiais, que ele tem aproximadamente - podendo variar uns milhares pra menos ou pra mais, o que não faz grande diferença no caso - uma média de 250 mil visitas diárias, e com esses números deve faturar ‘fácil’ PELO MENOS mil dólares/DIA com anúncios variados que tem no blog. Nesse sentido é um sucesso, não? Um site/blog/negócio online com esses números, acho que nem precisa de auto-promoção ORGÂNICA, no “mundo real´´, pra uma platéia pequena, se comparada à que o Google envia diariamente. Sucesso não se mede principalmente com audiência? O abduzeedo parece ser um sucesso no nicho dele. Abraço.

  2. Cardoso:

    Hm, verdade, talvez eu tenha me expressado MUITO MAL.

    Não há a MENOR SOMBRA DE DÚVIDA que o blog é um sucesso - e por qualquer ângulo que tu resolva encarar a questão. Eu mesmo curto pra caralho o Abduzeedo e visito com altíssima freqüência desde sempre.

    A verdade é que eu estava me referindo especificamente à PALESTRA quando usei aquele “sucesso?”, no sentido de questionar o QUÃO bem sucedida foi a APRESENTAÇÃO deles no Pixel Show. E disse isso porque ouvi muita gente trazer opiniões diversas dessa conversa: vários AMARAM, outros acharam meio PAVONICE demais.

    Resumindo: Abduzeedo, o blog, é sucesso em todos os sentidos.

    A palestra dos caras do blog é que gerou CONTROVÉRSIAS na platéia.

    :)

  3. gabebritto:

    Longa vida ao Pixel Show em POA! Que venga el proximo!

    Mas que (en el proximo) as palestras tenham mais conteúdo e menos apresentação de portfólio. Fiquei decepcionado. Ou talvez tenha ido com muita expectativa ao pote.

  4. Cardoso:

    Pode crer, essa foi a crítica GERAL de quem pertencia à classe PROFISSIONAL. Mas quase sempre era seguida do comentário: “se bem que talvez pra quem é estudante seja massa”. E verdade seja dita: havia MUITO estudante por lá.

    De minha parte, também me incomodou um pouco o fato da maioria das palestras ter se resumido à apresentação de portfolio, muito embora alguns portfolios (como o do Grampá, do Restrepo e do Pulpo) realmente MERECESSEM ser vistos.

    No mais, quem fez mais DIFERENTE foi Catarina Gushiken, que deu uma verdadeira AULA praquela platéia que acordou cedo no domingo. Tu viu essa?

  5. Maconheiro:

    Aí, DIDS, esse evento esse texto foram umas bostas. Escreve umas paradas mais MASSA aí. Por que apagou teu formspring? Era da hora.

  6. Cardoso:

    Meu formspring é que era uma bosta, véi.

    Essa é que é a REAL.

  7. Camilo:

    http://qualquer.org/capivas/capivar5.jpg

    5″ (via source)

    Sim, LURKER DE TWITTER aqui.

  8. Fiori:

    Abandonou o blog?

  9. Cardoso:

    Not really: é só um HIATO criativo.

  10. bazooooooka:

    ai cê falaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

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