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15.03.10

KIDIDS vs. COLESTEROL

Pouco mais de seis meses atrás, bem num dia em que o JONAS resolveu finalmente DESENCANTAR e meteu várias BUCHAS pra cima de sei lá que COITADO em pleno OLÍMPICO MONUMENTAL, meu pai, o bom e velho FLAVITO, sofreu um ATAQUE CARDÍACO.

Foi coisa feia.

Fizeram ANGIOPLASTIA, meteram STENT, tiveram até que DESFIBRILAR o coração, que PAROU de bater (ref. cit. “parada cardíaca”). Segundo disseram os médicos na época, foi um INFARTO IMPORTANTE que sofreu seu MIOCÁRDIO. Pra tornar curta uma história longa: QUASE morreu.

QUASE mesmo.

Na verdade, Flavito só se salvou porque: a) foi atendido com muita rapidez; e b) não era OBESO MÓRBIDO. Aliás, muito longe disso: com pouco menos de 60kg distribuídos em cerca de metro e SETENTA, apesar de LEVEMENTE barrigudito, ao longo de toda sua história Flavito sempre conservou corpo de BAILARINO ESPANHOL.

Um problema é que praticava o TABAGISMO.

Contumaz.

Há 45 anos.

Outro - muito mais importante que o anterior - eram os CALAMITOSOS níveis de COLESTEROL no seu sangue.

(…)

Levando em consideração a GRAVIDADE do EVENTO, até que ficou BARATO pro Flavito: menos de uma semana depois do CREPE no TIQUE-TAQUE ele já estava em casa. Exames não revelaram, até agora, nenhuma SEQÜELA proveniente do EPISÓDIO. A mudança radical em seus hábitos (parou de fumar, reduziu drasticamente níveis de gordura na dieta, começou a se exercitar) somada a um INTENSO coquetel de medicamentos (sinvastatina, aspirina e outros cloridratos de uso específico) ajudou a derrubar seus níveis totais de colesterol a 199 mg/dl em apenas um SEMESTRE.

Não se sabe EXATAMENTE a quantas andava a saturação da substância na sua corrente sangüínea, visto que a última AFERIÇÃO realizada datava do inverno de 1994, quando indicava preocupantes 360 mg/dl.

O que se pode SUPOR, com alguma segurança, é que 15 anos depois este valor certamente era MAIOR, uma vez que os níveis de colesterol tendem a AUMENTAR com a idade, especialmente em alguém que não apenas é FUMANTE e SEDENTÁRIO, mas também pertence ao gênero MASCULINO.

Todos esses dados podem parecer meio VAGOS, mas pra mim eles acenderam a chamada LUZINHA VERMELHA.

(…)

Ciente da existência de um negócio chamado HERANÇA GENÉTICA e dotado de profundo APERTO no CAFURINGA, cerca de um mês após o infarto do meu pai decidi realizar o meu primeiro CHECK UP. Pensando em executar um BEM BOLADO (ref. cit. glossário de gírias paulistas), procurei marcar consulta com GASTROENTEROLOGISTA que também acumulasse papel de CLÍNICO GERAL, na esperança de que isso lhe conferisse uma visão um pouco mais PANORÂMICA do meu ORGANISMO.

Agüentar apenas SETE MINUTOS (ref. cit. Paulo Coelho minus four) correndo na esteira me deu certeza de que estava mesmo fora de forma, mas não revelou nenhuma ANOMALIA nos ritmos nem na saúde cardíaca em geral. Uma endoscopia digestiva alta me deixou completamente GROGUE por quase 30 horas e descobriu que a causa das dores que sentia logo abaixo das costelas vinham de uma HÉRNIA HIATAL (algo aparentemente comum) combinada com ESOFAGITE PÉPTICA GRAU C DA CLASSIFICAÇÃO DE LOS ANGELES.

Segundo o CLÍNICO, problemas menores, que podiam ser facilmente combatidos com mudanças nos hábitos alimentares e a prática vigorosa e rotineira de exercícios.

So far, so good.

Pra finalizar a ETAPA de investigações preliminares, submeti a CARCAÇA a uma BATERIA CABULOSA de exames de sangue. O troço foi tão INTENSO que tiveram de furar meus DOIS braços no processo. Contei pelo menos 9 tubos de ensaio sendo enchidos com meu PLASMA. Os resultados, publicados uma semana depois, ocuparam SETE páginas.

Num primeiro olhar, ALÍVIO: hemograma, glicemia, fosfatase, TRANSAMINASE, tudo certo.

Mas aí cheguei no COLESTEROL TOTAL.

Espantosos 412 mg/dl.

(…)

Ninguém acreditou muito quando eu disse o número pela primeira vez, mas muita gente se ESCANDALIZOU quando percebeu que eu não estava brincando. A má notícia causou moderado BUZZ entre amigos de diferentes núcleos, com resultados essencialmente SIMILARES.

Meu médico achou NORMAL.

Quer dizer, não exatamente achou NORMAL, mas também não se ESCANDALIZOU.

Agora, em RETROSPECTO, sou EU quem fica ESCANDALIZADO com isso, afinal de contas*, putaquepariu: 412 mg/dl de colesterol total no sangue é mais que o DOBRO dos 200 mg/dl utilizados como valor de referência. [*trocadilho fonético hipertextual]

Me apavorei AINDA mais quando não encontrei NADA sobre níveis de colesterol total acima dos 300 na internet. Àquela altura, me pareceu que meu caso não era apenas GRAVE, mas também RARO e potencialmente LETAL. Com tudo isso em mente, como podia um médico não se ESCANDALIZAR?

Pois ele não se ESCANDALIZOU.

Pelo contrário: me recomendou ficar tranqüilo.

Colesterol alto, dizia, é perfeitamente tratável, especialmente quando o paciente não é TABAGISTA, está disposto a se exercitar e mudar a dieta, e acaba de completar a primeira TRINCA de décadas - a propósito, acaba de me PERTURBAR a proximidade que experimentam as palavras década e decadente. Assaz curioso. Seria o parentesco ETIMOLÓGICO, perhaps? Investiga-las-ei em momento oportuno.

E agora, onde eu estava?

SIM: 412 de colesterol.

Eu completamente CAGADO.

O doutor só no CHILLIN’, me disse ainda que havia ainda mais um ATENUANTE no meu QUADRO: os níveis de colesterol HDL (o famoso BOM colesterol) eram bastante satisfatórios - 47 mg/dl, SETE pontos acima dos 40 de referência - e as mudanças na dieta somadas à prática de exercícios certamente fariam com que SUBISSEM ainda mais.

Em momento algum ele mencionou REMÉDIOS.

Acabou que acabei me REFRESCANDO, uma vez que ESCAPARA (bom tempo, o mais-que-perfeito) do temido combinado de FÁRMACOS que, pelo menos neste primeiro momento, seria substituído por dieta de baixa gordura + uma hora diária de exercícios AERÓBICOS.

Dali a TRÊS meses faríamos uma reavaliação.

Deixei o consultório MENOS cagado e comecei IMEDIATAMENTE nova vida.Mas a verdade é que eu tava TÃO cagado que já tinha começado nova vida há mais de UMA SEMANA, logo depois que vi pela primeira vez os resultados do meu exame.

(…)

No dia 12 de fevereiro, pouco menos de QUATRO meses depois da primeira COLETA, repeti o exame de sangue apenas para o colesterol total.

Marcou 299 mg/dl.

De 412 mg/dl (patamar demência completa) para 299 mg/dl (patamar MUITO elevado).

São 113 mg/dl de colesterol A MENOS no sangue.

Uma redução de 27,4% no colesterol total em relação ao primeiro exame, obtida em apenas QUATRO meses, sem fazer uso de NENHUM tipo de medicamento, combinando uma dieta magra (seguida rigorosamente, com exceções raríssimas e pontuais) com exercícios regulares (seguidos não tão rigorosamente assim).

E aí eu volto no médico com esse belo PROGNÓSTICO e ele me receita SINVASTATINA.

(…)

Segundo relatos dos meus pais, a primeira vez que precisei ir a um médico na vida eu já tinha mais de TRÊS anos de idade. Antibióticos, só os consumi em UMA ocasião (coqueluche aka “tosse comprida”), aos TREZE. Que eu me lembre, fora alguma GRIPE sazonal, jamais ADMINISTREI qualquer tipo de medicamento em seqüência.

Jamais consumo, aliás, antipiréticos, analgésicos, antinflamatórios ou QUALQUER outro ALCALÓIDE sintético de QUALQUER natureza sem antes PESAR todos os prós e contras lendo obsessivamente sobre cada um dos INGREDIENTES na internet.

Graças a um curioso CONTRASTE, o que REALMENTE me desagradou sobre as ESTATINAS eu li fora da rede, num livro chamado Derrube o colesterol. Nele, o cardiologista Raul Dias dos Santos afirma com VEEMÊNCIA: uma vez que se começa a tomar estatinas, não se pode mais PARAR. Suspendeu o medicamento, os níveis voltam ao patamar anterior. E mais: apesar de poder reduzir os níveis de colesterol em até 60%, os resultados só começam a ser significativos após UM ANO de uso, e em hipótese alguma dispensam o paciente dos exercícios e da dieta equilibrada de baixa gordura.

Ora, eu JÁ estou seguindo uma dieta equilibrada de baixa gordura.

Eu posso FACILMENTE voltar a fazer exercícios.

Especialmente se isso me LIVRAR dos remédios.

Pelo menos por algum tempo.

Eu só não quero tomar remédio.

Meu médico (agora) quer que eu tome.

E quer repetir a ENDOSCOPIA, só pra ver em que estado anda a esofagite e a HÉRNIA HIATAL.

Eu não quero tomar remédio.

Endoscopia até vá lá, mas essas BOMBAS não quero botar pra dentro do sistema.

Pelo menos não tão CEDO.

Mas enfim: vamos por partes.

Primeiro, melhor eu explicar COMO consegui baixar meu colesterol em quase 30% em apenas 4 meses.

ALIMENTAÇÃO

Exerci os maiores radicalismos onde eles eram mais NECESSÁRIOS. Minha dieta, além de ser composta basicamente por pastéis, pizza, comida chinesa, à la minuta do Mariu’s (filé, arroz, ovo, fritas), churrasco, XIS MOITA BACON (e ok: uns 2% de salada, sushi, cereais e frutas), eu havia acabado de comprar um GEORGE FOREMAN GRILL, e andava confeccionando até UM QUILO de coração de galinha para consumir inteiramente ao longo de UM DIA, em não mais que DUAS refeições.

Eu precisava mesmo de uma terapia de CHOQUE.

Assim, durante esses quatro meses, cortei TOTALMENTE a carne BOVINA da minha mesa, consumindo-a apenas em cinco ou seis ocasiões, em quantidades muito pequenas e, muitas vezes, nos cortes mais magros.

Abandonei lula, camarão, mariscos e outros frutos do mar, já que (bizarramente) possuem altíssimas concentrações de colesterol (bem como o CAVIAR e outros preparados com ovas).

Eliminei o LEITE INTEGRAL, a manteiga, a margarina, os queijos e iogurtes. Em seu lugar, leite e iogurte DESNATADOS e queijo cottage e quark (não são tão ruins quanto eu pensava). Troquei presunto e salsicha por peito-de-peru e evitei ao máximo frituras (caseiras e fast-foods), alimentos industrializados (salgadinhos e bolachas) e doces gordos (tortas, sorvetes e alguns tipos de chocolates).

Entre os ACRÉSCIMOS, peixe, peito de frango, lombo e filé de porco passaram a integrar o meu cardápio cotidiano de carnes - sendo que o último, no máximo uma vez por semana. Saladas com muito azeite de oliva, frutas e legumes variados; cogumelos e nozes em quantidade modesta; arroz e pães integrais (com o máximo de grãos possível) também entraram no esquema.

Mas aparentemente, o PULO DO GATO foi ter desenvolvido o COSTUME de consumir, todos os dias, um mínimo de 40 gramas de aveia e 3 a 5 colheres de sopa de semente de linhaça. Segundo dizem, a inclusão desses dois ELEMENTOS na dieta, quando combinada a uma rotina de exercícios, poderia abater em até 30% os níveis do colesterol.

Na melhor das hipóteses, claro.

EXERCÍCIOS

Desde 2005, quando nadei quase o ano inteiro, eu vinha praticando o SEDENTARISMO estilo-livre. Isso havia não apenas prejudicado meu fôlego, coração e intestino, mas também a aparência: eu CHEGARA a inédita marca de 86kg no inverno de 2008 - porém vinha oscilando entre os 81 e 83 nos últimos meses.

Para REVERTER a situação, decidi aproveitar a proximidade do Parque da Redenção para caminhar, diariamente, por pelo menos uma hora - ritual que cumpri com DEVOÇÃO sincera por pelo menos 50 dias. Era muito bom. Acordava cedo, comia minha aveia com linhaça, tomava uma água e saía. Costumava dar de 10 a 15 voltas no espelho d’água, de 3 a 5 no lago e, dependendo da disposição, uma completa em volta do parque. Às vezes, quando as ENDORFINAS já bombavam na circulação, lembro de pensar “nunca mais vou parar de fazer isso” ou “como foi que eu vivi tanto tempo sem fazer isso?” e algumas outras variações sobre o tema.

No primeiro mês eu já podia ver CLARAMENTE os resultados - e isso era um incentivo e tanto. Minha barriga estava bem MENOR, a digestão estava muito MELHOR, o REFLUXO que me incomodava há meses havia sumido e eu me sentia bem mais disposto em geral. Meu fôlego e resistência também haviam melhorado, e eu conseguia acordar com cada vez mais facilidade entre as 8h e 9h da manhã.

Mas o foda é que eu PAREI.É: eu PAREI.

Aconselhado por artigo na revista RUNNERS, cheguei a comprar um PISANTE todo ACOLCHOADO chamado NIMBUS - e nem desanimei quando li, na edição SEGUINTE que, no fim das contas, o CANAL mesmo é o cara correr usando um calçado sem NENHUM amortecimento.

Mas mesmo assim PAREI.

Na segunda metade de dezembro, passei duas semanas viajando: não caminhei. Quando voltei, decidi me dar um desconto durante a semana entre o Natal e o Ano Novo: também não caminhei. Na primeira semana do ano, choveu. Na segunda, fez muito calor. Na terceira entraram uns FRILAS meio urgentes e eu acabei virando algumas madrugadas. Voltei a dormir até o meio-dia. Depois veio fevereiro, a sensação térmica atingiu os 50 graus, fiquei uma semana fora durante o Carnaval e quando eu vi já estava parado há mais de dois meses. Agora, já são quase três. Todo domingo eu penso: essa segunda eu vou voltar, mas até agora não tenho tido sucesso em tirar a vontade do campo das idéias.

RESUMO

Em apenas 4 meses de dieta (e a dobradinha 2 de exercício + 2 de sedentarismo), além de reduzir o colesterol total em 27,4% (113 pontos), eu perdi consideráveis SETE quilos.

A maior parte desse SOBREPESO estava concentrada na zona ABDOMINAL (ref. cit. barriga de cerveja goin’ bebê alien), apontada por diversos estudos como a PIOR área do corpo para se acumular gordura. De alguma forma, uma barriga PROEMINENTE faz os números do colesterol HDL (o famoso BOM colesterol) despencarem. Logo, o seu EXTERMÍNIO ajuda a reestabeler os níveis ideais.

Sobre isso, aliás, vale uma RESSALVA.

No primeiro exame, meu médico pediu que fossem medidos tanto colesterol TOTAL quanto HDL, o que permite fazer algumas observações mais PRECISAS sobre a situação do paciente. Primeiro, subtraindo o valor do colesterol TOTAL (412) pelo HDL (47) é possível descobrir o valor do colesterol LDL (365), o verdadeiro vilão na equação.

Segundo estatísticas, a cada 40 ml/dg a menos de LDL no sangue, os riscos de eventos cardiovasculares despencam 22%, os de um derrame 17% e as chances de morte ficam 12% menores.

Infelizmente, como meu médico NÃO solicitou uma investigação mais DETALHADA nessa segunda investida, não sei EXATAMENTE quais são meus níveis de colesterol HDL atualmente. Supondo que eles se mantiveram INALTERADOS, com a minha baixa eu teria atingido os 252 mg/dl de colesterol LDL, o que representaria, segundo as estatísticas supracitadas, uma redução nos riscos de eventos cardiovasculares em quase 60%, os de um derrame em quase 50% e os de morte em mais de 35%.

E tudo isso pra perguntar se PERANTE todas essas EVIDÊNCIAS não seria o caso de ficar mais TRÊS (ou quatro) meses mantendo a MESMA dieta e observando REGULARIDADE nos exercícios para ver QUANTO mais esses níveis não podem cair ANTES de começar a tomar um remédio que tem BOAS chances de causar dores musculares e um outras um pouco MENORES de provocar distúrbios intestinais, hepáticos e renais?

Se nos PRÓXIMOS três meses eu alcançar apenas METADE da redução que apresentei nos PRIMEIROS três, isso representaria uma baixa total de mais de 60% em apenas UM SEMESTRE, que vem a ser praticamente o MESMO patamar esperado para os pacientes de melhor resposta a uma combinação de dieta + atividade física + estatinas.

Em UM ANO.

E na melhor das hipóteses.

UM TWIST ELETRIZANTE NA TRAMA

Eis, porém, uma REVIRAVOLTA no raciocínio só pra deixar a CARDIOVASCULARIDADE de todo mundo muito esperta: ao ser alertado sobre seus níveis alarmantes de colesterol no sangue, em 1994, Flavito optou por NÃO tomar ESTATINAS.

Lembro que, durante uns poucos meses, fez dieta.

Cortou manteiga, alguns dos cortes mais graxosos, começou a comer muito brócoli (também grafado BRÓCOLO, mas nunca dito). Era o vegetal milagroso da época, pelo jeito. Emagreceu muito tomando suco de berinjela (também grafado BERINGELA, eventualmente dito), mas nunca fez exercício.

Nem parou de fumar.

Antes do final daquele ano, já estava novamente comendo a gordura da picanha mergulhada em sangue no Santo Churrasco Nosso de Todo Domingo (literalmente).

OU SEJA

Pretendo, nas próximas semanas, ouvir a opinião de outros especialistas antes de decidir, finalmente, se TEIMO em não tomar uma dose diária de 10mg de SINVASTATINA ou se faço MUITO BEM em dar mais uma chance pro FATOR DE REGENERAÇÃO do meu organismo que, pelo menos até aqui, vem atuando numa vibe totalmente WOLVERINE.

Enquanto isso, vou seguindo na dieta (com levíssimas concessões) e pretendo retomar exercícios ainda essa semana.

Planejo conseguir.

(19) comentários em “KIDIDS vs. COLESTEROL”

  1. Matheus:

    cara, mais ou menos o que aconteceu com o meu pai e o que eu to tentando fazer…

    meu pai nunca foi gordo,mas era um fumante filha da puta… teve um pirepaque foda e descobriu ser hipertenso e diabético, ou seja, não pode nem doce nem salgado.

    agora ele parou de fumar e anda 85km de bicicleta todo domingo !!

    o velho ta me deixando totalmente no chinelo.

  2. tiagón:

    após dois anos medindo coleste-sangue* e vivendo BLIND BORDERLINE (no limite + não fiz nada), finalmente atingi o temido VAI CAVALO e entrei na mesmíssima situação, janeiro passado.

    para evitar fármacos (mesmo penso que tu), estou empenhado nessa vida de comer mal (= bem) e exercitar. doutor pediu 30min 5x/semana, faço 50, 3 ou 4x. até não reclamo; é menos chato que o queijo quark, ou o SORBÊ ZERO** meiaboca*** da sobremesa.

    quando abril MEIAR vou fazer o controlo. se o resultado for bom e me vier com remédio, vou QUEBRAR TUDO (nada).

    ainda: FUERZA a Don Flavito.

    *apesar de não ter mais voltado ao Dr. Wolff e ter feito as checagens com o cardiologista, sob demanda.
    **alimento x 0 = preço x 4. ns [ts].
    ***perdeu o hífen.

  3. Bruno Galeta:

    Meu colesterol ruim é 230 (bem ruim). O bom é 77 (mais que excelente). Corro uns 30km por semana e malho 3x por semana.

    Cardiologista: “não tem essa de média, tem que baixar o ruim até os 30. Exercício quase não baixa colesterol ruim, LAMENTO”.

    Se eu tiver os mesmos índices, até 35 anos terei que tomar remédio. Mesmo fazendo exercício regular, mesmo comendo bem.

    Procure segunda opinião UGT.

  4. Mário:

    O cálculo correto pro colesterol LDL é:

    Col.total - HDL - TG/5

    (onde TG = triglicerídios)

    Não esquece de dividir o TG por 5 (a.k.a. fórmula de FRIEDWALD)

    O provável raciocínio do teu clínico foi dar um tempo pra tu reduzir os níveis de colesterol a valores adequados através de modificações de estilo de vida. Ele te deu um prazo, ajudou bastante, mas não foi o suficiente - e lifestyle changes têm um limite de efeito. Por isso a prescrição da sinvastatina.

    Não precisa ter tanto medo dos FÁRMACOS, tchê, mas tudo bem. E isso que o Bruno disse é real: tem que ter o bom alto e o ruim baixo. Não tem compensação.

    Vai um abraço.

  5. Fazzio:

    Cara, confesso: TOTALMENTE SEDENTÁRIO. Mas. Por. Outro. Lado. Amanhã é segunda. Vida nova. Cuide bem do seu CUORE, pois é o único que tens.
    Vida longa e prosperidade, como diria Spok.

  6. angelica:

    Kidids, tô nessa luta também. O PROBLEMA é que além de um histórico genético PREOCUPANTE não tenho a minima persistÊncia!
    persevera y triunfarás, diz o ditado!

  7. Sicko:

    Você realmente é novo pra aderir à medicação que, de fato, vai te acompanhar até o fim da vida.

    O fato de não ser fumante ajuda, o de não ser obeso também. Você teve certa facilidade em mudar a dieta (aparenta). O grande problema é a rotina de exercícios. Garanto que se conseguir se ater a ela poderá dispensar os remédios.

  8. Cardoso:

    Refazendo o cálculo de acordo com as indicações do Mário, o resultado seria:

    Primeira medição:

    412 (total) - 47 (HDL) - 160 (TG)/5 = 333 (LDL)

    Segunda medição:

    299 (total) - 47 (HDL estimado) - 160 (TG estimado)/5 = 220 (LDL)

    Dentro dessa lógica, estou MELHOR que o BRUNO.

  9. Bruno Galeta:

    Não tem média. Tô avisando. Acima de 180 com mais de 30 anos é foda. E tu fuma OUTRAS COISA. E tem predisposição genética.

    Se fosse só ignorar remédio, o cara nem receitava. Vai num cardio e vê o que ele diz.

  10. Wagner:

    Acho que a segunda opinião é importante. Se tu conversar com outro médico e este também falar que é para tomar o remédio, então fica difícil não fazê-lo.

  11. Cardoso:

    Não entendi de que MÉDIA tu tá falando, GALETA (ns), mas enfim: estou TOTALMENTE ciente de que uma taxa acima de 200 mg/dl de colesterol TOTAL no sangue é um resultado RUIM.

    Meu melhor resultado até agora foi 299 mg/dl, ou seja: MUITO, mas MUITO ruim MESMO.

    Em suma: não estou SATISFEITO. Quero baixá-lo ainda MAIS. Mas quero baixá-lo da forma mais NATURAL possível. E quero, dentro de um prazo razoável, descobrir QUANTO o meu corpo pode fazer isso SEM remédios.

    Sei que tudo indica que UM DIA terei de tomar remédios para controlar esses níveis, mas tenho plena convicção de que se optasse por não fazer ABSOLUTAMENTE NADA (ou seja, se voltasse a comer gordura sem limites, ficasse o mais sedentário e estressado possível e fumasse 40 cigarros por dia) ainda demoraria de 15 a 20 anos para ter algum PIRIPAQUE realmente importante, como um ataque cardíaco ou um derrame.

    Entupir uma veia ou artéria com gordura é um processo lento. Não acontece da noite pro dia. Assim sendo, seis meses ou UM ANO sem tomar remédio não fariam tanta diferença do ponto de vista negativo, especialmente se eu seguir acompanhando meus níveis a cada 3 meses. Se daqui a 3 meses eu notar que houve uma baixa de apenas 5% nos níveis totais com a dieta e exercícios, ESTATINA é a única solução.

    Mas a minha aposta é que se eu conseguir baixar esses níveis prum patamar minimamente aceitável (digamos, um colesterol total de 220, com o nível de HDL na faixa dos 60) com dieta e exercícios, a estatina deixa de ser interessante, uma vez que pode ocasionar, sim, diversos efeitos colaterais indesejáveis.

    E isso sem falar que, enquanto escrevo esse comentário, cientistas trabalham em opções MENOS problemáticas para o controle do colesterol excessivo, como os inibidores da Apo-B, uma proteína formadora da VLDL.

    Meu ponto é: estou disposto a arriscar passar os próximos CINCO ANOS controlando os níveis de colesterol APENAS com base na dieta e exercícios. A esperança é que esse INTERVALO dê tempo de chegar ao mercado alguma alternativa mais BRANDA do que as estatinas caso eu REALMENTE precise delas. Ok, as estatinas podem até não ser assim TÃO devastadoras de um modo geral, mas eu não consigo me sentir tranqüilo enquanto consumo uma pílula que tem a POSSIBILIDADE de provocar RABDOMIÓLISE.

    Mesmo que apenas de 0,005%.

    Pra finalizar, duas observações:

    1) Exercícios: na comunidade médica existe o consenso de que exercícios NÃO são capazes de alterar de forma significativa os níveis de LDL no sangue, porém eles fazem com que essas partículas funcionem de forma mais eficiente, reduzindo as chances do acúmulo de colesterol nos vasos sangüíneos. Exercícios também derrubam as taxas de triglicerídios, aumentam o nível do HDL e fazem o fígado produzir menos proteína C-reativa (relacionada às inflamações nas artérias) e fibrinogênio (relacionado à coagulação do sangue). Vale lembrar que o fígado gera cerca de 70% do colesterol que circula no corpo. Por fim, exercícios aeróbicos regulares também FORTALECEM o coração, tornando-o mais PREPARADO para lidar com situações extremas, como um eventual INFARTO. Ou seja: acaba ajudando de forma INDIRETA. Em suma: vale a pena de qualquer forma.

    2) Fumo: de fato, tenho o hábito de fumar Cannabis. Porém, o faço em quantidades INCRIVELMENTE MENORES do que um tabagista com seu cigarro. Pegue, por exemplo, o INDIVÍDUO que fuma 20 cigarros por dia (meia carteira). Levando-se em conta que uma CHAURINHA padrão (das minhas) tem aproximadamente METADE do peso de um cigarro e que eu consumo, em média, UMA unidade por dia, pode-se dizer que meu organismo lida com 40 vezes menos FUMAÇA (o grande vilão da história, por conta dos RADICAIS LIVRES) do que o indivíduo supracitado. Ou seja: ainda existe um risco, claro, mas ele é totalmente CALCULADO. Infelizmente, como não existem muitos estudos sobre os efeitos da cannabis nos níveis de colesterol (que eu saiba não há NENHUM), não dá pra especular muito sobre sua ação. O que se sabe é que o TABACO faz mal: e parece que é por causa da FUMAÇA.

    Mas sobre esse ponto específico não sei muito.

    Preciso ler BEM mais, de fato.

  12. Bruno Galera:

    Sei que o maior inimigo da saúde é a Wikipedia. dfhsjkafjk

    Mas sério: admiro tua boa vontade de tentar fazer o troço in natura. MAS sempre lembrando que ataque cardíaco entre 30 e 45 anos é MUITO mais trash do que se pode imaginar. Não dá pra ratear, só isso. E vindo de 400 e poucos, tu pode estar com um TARUGO DE SEBO solto nas tuas veias sem saber. Foi uma queda muito brusca.

    Quero muito baixar de 232, mas se estou assim no ÁPICE da minha atividade física e comendo relativamente melhor que 99% das pessoas que conheço, estou levando a advertência do médico a sério. Daqui 2 anos, tem que ter baixado MUITO. Daqui sete, se tiver no mesmo nível, remédio na goela e era isso. Tenho histórico familiar CABULOSO que não me permite especular. Daí projeto minha paranóia nos outros :)

  13. Cardoso:

    Sim, tanto que a Wikipedia é MUITO mais parcimoniosa com os efeitos colaterais das estatinas do que qualquer site médico (ou mesmo BULA).

    Hehehe.

    E sim: não dá pra ratear.

    Quanto ao TARUGO DE SEBO: sim, ele pode estar mesmo solto pelas veias, mas ele não estaria de qualquer forma? E mais: a queda com estatina seria AINDA mais brusca.

    Mas enfim, é por isso que eu quero MUITO me consultar com outro médico, de preferência um que ache RAZOÁVEL manter a dieta por pelo menos mais três meses, só pra ver o que acontece.

    A estatina não faria MILAGRE e nem me salvaria do eventual TARUGO que possa estar solto por aí.

  14. Rodrigo:

    Por que comer coisas que não são comida?

    Tu é o melhor escritor do Brasil, cara. Go Vegan (mas com muita fruta, sem cair nos industrializados).

    Grande Abração

  15. Sicko:

    Chama de melhor escritor do Brasil e em seguida sugere que vire viado.

    Quanta contradição.

  16. dante:

    kljdfskodjfskld, sicko em chamas.

    ***

    admiro muito essa VONTADE DE SER SAUDÁVEL, mas lamento informar que meu pai não bebia, não fumava, comia muita CAPOEIRA, fazia atividades físicas e MUSCULARES regularmente, tinha um excelente SENSO DE HUMOR [conta muito] e faleceu com uma rara leucemia.

    sim, é um argumento totalmente FALHO, mas é totalmente REAL, tu sabe.

    resumindo: cuide-se, cuide-se MUITO, porque a vida [principalmente a tua] vale muito mais do que um OVO FRITO, mas não seja tão radical.

    devagar se chega ao longe. [ns]

  17. Teofrasto Bilenegra:

    híbrido COL + Sérgio Chapelin assustando os espectadores com os riscos do colesterol: match made in heaven.

  18. dante:

    ah, sim: “planejo conseguir”, MELHOR frase pra acabar um texto desses.

    parabéns.

  19. thore andre flo:

    Escreve bem que é BARBARIDADE. Força nas MeDICAÇÕES, sejam elas exercíticas ou farmacíticas.

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